Sopa de abóbora, meu amor

Eu sempre quero ter abóbora na minha geladeira. Seja a cabotiá ou a abobrinha italiana, eu vejo uma e já sonho com o prato que vou preparar. Com a temporada de sopas chegando, a presença de abóboras lá em casa aumenta. E, pra começar a contar pra vocês meu amor pelas sopas, vai aí uma receitinha super fácil, mas que impressiona todo mundo à mesa.

É a sopa-purê de abóbora com creme azedo. Chama sopa-purê porque é feita a partir do ingrediente principal cozido em caldo de legumes e depois batido até ficar espesso. O creme por cima faz a combinação perfeita do seu azedinho com o doce da abóbora. Vale pro frio e pro calor, eu acho. É sucesso, acredite.

Sopa-purê de abóbora com creme azedo

Ingredientes para o creme de abóbora

50g de manteiga sem sal

1 cebola pequena em cubos

1 kg de abóbora japonesa, do tipo cabotiá, picada em cubos

500 ml de caldo, pode ser de galinha ou de legumes (lembre a receita aqui)

1 folha de louro e um talo de tomilho

Sal e pimenta a gosto

Ingredientes para o sour cream

250 ml de creme de leite fresco

Suco de 1/2 limão

Sal e pimenta a gosto

Modo de preparo do creme azedo

  1. Bata o creme de leite fresco (com um batedor ou na batedeira) com um pouco de sal e de pimenta (dica: deixe a vasilha em que vai bater no freezer por alguns minutos).
  2. Adicione o suco de limão e bata até o ponto de chantilly.
  3. Prove e ajuste o azedinho de acordo com o seu gosto.
  4. Reserve na geladeira até a hora de servir.

Modo de preparo da sopa

  1. Numa panela grande, refogue a cebola na manteiga.
  2. Adicione a abóbora, salteie e cubra-a com o caldo. Deixe ferver.
  3. Adicione o louro e o tomilho, reduza o fogo e deixe cozinhe até a abóbora estar macia.
  4. Tempere com sal e pimenta a gosto.
  5. Retire as ervas e bata tudo no liquidificador ou processador até ter a consistência firme (dica: passe as costas de uma colher no caldo e risque com o dedo. Se a marca do seu dedo ficou, é porque está na consistência certa).
  6. Ajuste os temperos e mantenha a sopa aquecida.
  7. Ao servir, finalize o prato com uma porção de creme azedo.
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Preparo da sopa
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Voilá!
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Clássicos que amamos: minha versão do Bouef Bourguignon

Meu sonho é um dia ter cozinhado TODOS os pratos clássicos que existem. Como tempo é dinheiro e eu não sou rica, minha intenção é TENTAR fazer isso e ir contando como foi, se é difícil, o que recomendo… Vai ter do picadinho à feijoada, do magret de pato ao tiramisu. Alguns eu já preparei, mas a maioria não, CLA-RO. Como tenho que começar de algum lugar, então, mãos à obra.

A primeira missão da minha série #ClássicosQueAmamos não podia ser simples. Era uma ocasião de honra: a inauguração da minha primeira panela Le Creuset, a original, de ferro fundido esmaltado. Dizem que o melhor da vida não são coisas, né? Pois eu concordo, desde que aceitemos que a exceção é minha panela nova! Mas por que uma panela tão pesada, tão cara? Porque ela é feita artesanalmente na França, com material de primeira qualidade e garantia para a vida toda. O ferro fundido segura o calor de maneira incrível. A panela vai em todos os tipos de fogão e forno, além de ser linda e um sonho de consumo.

Para inaugurá-la, escolhi nada menos que o Boeuf Bourguignon da Julia Child. Na verdade, é a minha versão da receita dela, que já é uma versão da receita originada na França. Antes de mais nada, deixa eu te contar que não é de hoje que tenho fascinação por Julia Child. Primeiro eu li “Minha vida na França“, um relato de Julia, ela mesma, contando sobre como ela e o marido viveram em Paris e depois em Marseille por conta de seu emprego de diplomata ((só este livro é assunto pra outro post)). Depois dele, eu li o livro “Julie & Julia” e vi o filme baseado no livro, em que Meryl Streep eterniza o amor de todos nós por Julia Child. ❤

Meryl Streep as "Julia Child" in Columbia Pictures' JULIE & JULIA.
Meryl Streep as “Julia Child” in Columbia Pictures’ JULIE & JULIA.

Por morar na França, Julia teve contato com a vida local em sua essência. Foi uma das primeiras mulheres a estudar na Le Cordon Bleu e teve a genial ideia de traduzir a culinária francesa para os americanos que, à época, cozinhavam com Crisco e já comiam congelados. Junto com mais duas amigas, lançou um livro que virou uma bíblia (Mastering The Art of French Cooking), fez programas na TV (de um jeito MUITO engraçado e espalhafatoso) e se tornou um ícone da gastronomia.

Bom, uma das receitas mais famosas e tradicionais traduzidas por Julia foi o bouef bourguignon. É um cozido de carne que surgiu popular na região francesa de Borgonha e que virou alta cozinha francesa depois que o lendário chef Auguste Escoffier publicou a receita. Tem este nome por isso e também porque o preparo leva um vinho de boa qualidade da região. É claro que, pra ser o clássico original, nós deveríamos estar na França, ter o vinho de Borgonha, a carne e os legumes de lá.

Mas a intenção aqui é usar a versão de Julia Child como inspiração para fazer meu próprio bouef bourguignon (o da própria Julia já é uma adaptação da clássica francesa, ok? O vídeo acima é hilário! Não se assustem com o jeitão, ela é engraçada e desengonçada mesmo! :)). Eu peguei a receita traduzida do Blog Mixirica, da Tatu, e fui fazendo umas coisas de um jeito diferente – senão não seria seu! Por ficar horas cozinhando em caldo de carne e vinho no forno, a carne que não é lá muito nobre acaba desfiando. O caldo fica encorpado e intenso e nem preciso dizer que o sabor muito vale a pena.

Se o dia estiver meio friozinho é ainda mais gostoso. Voilà! Conheçam a minha versão:

Bouef Bourguignon da Verena, inspirado na Julia

Receita: inspirada na Julia Child 🙂

Ingredientes

– 170g de bacon em cubinhos e o toucinho do bacon
– ½ xícara de azeite
– 1 kg de carne em cubos grandes de 5 cm (a receita dizia e eu usei 500g de músculo e 500g de lagarto, mas eu usaria só músculo numa próxima vez)
– 1 cenoura grande cortada em rodelas grossas
– 1 cebola grande cortadas em cubos médios
– 1 colher de chá de sal
– ½ colher de chá de pimenta
– 2 colheres de sopa de farinha de trigo
– 3 xícaras de vinho tinto (Julia sugere um vinho encorpado e jovem, como um Chianti; eu usei Merlot que é o que tinha em casa, mas li que fica bom com Pinot Noir também)
– 2 a 3 xícaras de caldo de carne (use os fundamentos do meu post sobre caldos!)
– 1 colher de sopa de extrato de tomate
– 2 dentes de alho amassados
– 2 raminhos de tomilho
– uma folha de louro

Modo de preparo

  • Separe o toucinho do bacon, que deve ser cortado em tiras grossas.
  • Aqueça o forno na temperatura média (cerca de 200ºC).
  • Frite o bacon (exceto o toucinho) no azeite e quando dourado retire com uma escumadeira e reserve.
  • Na mesma panela*, se necessário coloque um pouco mais de azeite, deixe a gordura esquentar até quase fazer fumaça.
  • Vá secando os cubos de carne em papel toalha e, em seguida, doure-os cubos na gordura do bacon. O segredo aqui é a carne dourar bem. Então duas dicas importantes: 1.coloque os cubos aos poucos, ou seja, não coloque toda a carne de uma vez, senão vai juntar água e cozinhar ao invés de dourar. 2. E deixe os cubos começarem a quase queimar antes de virá-los. Você vai ver que o dourado pega!
  • Vá retirando os cubos já dourados e reserve-os junto ao bacon frito.
  • Na mesma panela (se necessário, coloque um pouco mais de azeite), doure a cenoura e a cebola. Descarte o excesso de gordura ao final.
  • Volte a carne e o bacon à panela junto com a cenoura e a cebola e tempere com sal e pimenta.
  • Salpique a farinha de trigo, misture e leve a panela ao forno, deixando a farinha dourar sobre a carne por 5 minutos . Retire do forno, mexa a carne e retorne a panela ao forno, deixando mais 5 minutos.
  • Ao final, retire a panela e abaixe a temperatura do forno para 160ºC (fogo baixo).
  • Acrescente na panela o vinho e o caldo de carne, cobrindo a carne. Adicione o extrato de tomate, os dentes de alho esmagados , as ervas e o toucinho. Leve à fervura na chama do fogão. Quando ferver, tampe a panela e transfira-a para o forno, deixando-a na grade mais baixa do forno.
  • Deixe cozinhar por 2 e ½ a 3 horas, ou até que consiga espetar um garfo na carne com facilidade.
  • Enquanto a carne assa, prepare as Cebolas e Cogumelos Glaceados (receita abaixo) e reserve-os.
  • Quando a carne estiver macia, separe o molho em outra panela e leve-o ao fogo baixo, fervendo levemente por alguns minutos e retirando alguma gordura que venha a aparecer na superfície. Se o molho ficar muito ralo, ferva-o por alguns minutos até reduzir e espessar. Se já estiver espesso demais, ajuste a consistência com um pouco de caldo de carne. Ajuste o tempero.
  • Na panela original junte as cebolas e cogumelos à carne já cozida. Devolva o molho já na consistência certa à panela.
  • Sirva com massa de fios longos, batatas bolinhas douradas ou arroz. Pão também fica bom. Eu servi com papardelle feito em casa! Dias frios e uma taça de vinho combinam com o preparo. Bon Appétit!! 🙂

Cebolas e cogumelos glaceados

Ingredientes:
– 1 colher de sopa de manteiga
– 400g de cebolas nanicas para conserva, descascadas
– 1 xícara de vinho tinto
– cerca de 300g de cogumelos variados ou de sua preferência (eu usei Cogumelos Paris)
– sal e pimenta-do-reino a gosto

Derreta a manteiga em uma frigideira grande ou panela rasa. Coloque as cebolas inteiras e cozinhe mexendo sempre até dourar – fogo baixo. Derrame o vinho sobre as cebolas e deixe cozinhar até quase secar, por cerca de 20 minutos. Depois disto, junte os cogumelos e tampe a panela. Cozinhe até os cogumelos ficarem macios e o molho ficar levemente espesso. Tempere com sal e pimenta e posteriormente junte ao boeuf bourguignon.

  • Importante: a panela que você vai usar precisa ser grossa e tem que ir ao forno. OU seja, não pode ser qualquer panela – há cabos que derretem se você for tentar fazer isso em casa. Então veja se a que você tem em casa serve. Se não, eu acho que dá pra fazer numa assadeira direto na boca do fogão e depois embrulhada no alumínio. Mas aí a quantidade não pode ser grande, porque vai o caldo e o vinho e não pode transbordar. Um caldeirão também pode ser uma ideia!

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07 dicas para inventar um risoto

Eu sumi. Eu sei. Podia te contar que 2015 tem sido um ano muito longo, mas você já deve saber disso. Então, vamos celebrar o fim dele com um post que vai te ajudar a chegar no risoto mais legal que você puder inventar.

Este é o prato que você pode fazer literalmente com o que tiver na geladeira (desde que você tenha, claro, a base: arroz, manteiga, queijo e vinho). Você pode usar apenas um (ou mais) queijo de muita qualidade ou pode agregar aspargos, presunto cru, cogumelos, frutos do mar ou linguiça, e por aí vai. Me diz se isso não é a plena definição de eclético? Dependendo do que você colocar no meio, pode se tornar um grande prato principal ou um acompanhamento, com um vinho… Hummm…

Bem, pra começar, a escolha do arroz é importantíssima. O arborio ou o carnaroli são mais conhecidos – são arrozes envoltos por um amido macio que, durante a cocção, se dissolve, deixando o prato cremoso como deve ser. Vamos às dicas e depois à receita. Algo me diz que você não vai se arrepender…

  1. O complemento aromático é sempre a manteiga e a cebola. Mas qualquer ingrediente poderá ser agregado complementando, assim, seu aroma.
  2. Use uma panela de fundo grosso para que você possa cozinhar em fogo alto sem grudar.
  3. Comece sempre com um pouco de gordura (manteiga). Ao colocar os grãos de arroz, é importante tostá-los adequadamente.
  4. Adicione o líquido do cozimento (a melhor opção é, de longe, o caldo!) aos poucos. Isso vai garantir que o amido se solte e vai evitar que, no final, fique aquele excesso de líquido. Pode usar água? Pode, eu acho (eu nunca usei!), mas o caldo vai ser MUITO MAIS SABOROSO.
  5. Finalize o risoto “montando-o” com manteiga e queijo, ou seja, agregando esses dois itens no final, com o fogo já desligado. Isso vai ajudar a deixar o risoto mais espesso e com um brilho lindo de viver!
  6. Até aqui, essas são as dicas do risoto básico. Se você quer agregar outros ingredientes, existem várias formas de fazer. Se você quer fazer um risoto com tomate, queijo e manjericão, por exemplo, coloque os tomates no meio do processo de cocção do risoto básico. E acrescente o manjericão e o queijo no final. Se você quer fazer um de 4 queijos, acrescente os 4 no final do preparo. Se for agregar frutos do mar, calcule o tempo que você deve ter de cocção para que os frutos do mar não cozinhem demais.
  7. Última dica e não menos importante: sirva o risoto imediatamente após o preparo.

 

Risoto de aspargos com salame defumado (Porção para duas pessoas)

Ingredientes

  • 3 colheres de manteiga sem sal gelada
  • meia cebola picada em cubinhos
  • 160g de arroz arborio
  • meia xícara de vinho branco seco
  • 1 litro de caldo de galinha (ou mais, se necessário – receita aqui)
  • 50g de queijo parmesão ralado na hora
  • 4 fatias de salame defumado
  • 6 aspargos verdes cozidos e depois picados (lembre-se de retirar a base de cada aspargo, a parte mais durinha)

Modo de Preparo:

  • Numa panela, derreta 2 colheres de manteiga e doure a cebola.
  • Acrescente o arroz e toste até que os grãos fiquem envoltos na manteiga e bem quentes.
  • Acrescente o vinho branco e deixe secar e evaporar o álcool.
  • Acrescente uma concha do caldo (quente), mexendo sempre. Quando secar, coloque mais uma concha e assim sucessivamente, sem parar de mexer.
  • Antes do final do cozimento, acrescente os aspargos e o salame defumado. Ajuste o sal e acrescente pimenta a gosto.
  • Quando o arroz estiver al dente, retire a panela do fogo e acrescente a manteiga restante e o queijo, mexendo até incorporar.
  • Sirva imediatamente.
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Com aspargos e salame defumado

 

A técnica das técnicas ou como fazer CALDOS

O legal de você se interessar por entender a cozinha é perceber as sutis diferenças de se usar um produto mediano e um produto bom, e aprender aquela receita coringa que vai te tirar de qualquer enrascada. Por isso, se você tiver pouco tempo para aprender coisas novas, indico que você invista tempo nos caldos e fundos. Eles são a base, a origem de tudo.

Quando eu estava estudando, costumava dizer que só as primeiras aulas sobre esse tema já tinham compensado o ano. Isso porque usar um bom caldo caseiro de carne no lugar de água ou cubinhos artificiais (eca!) faz toda a diferença! Use caldo ou fumet de peixe na sua moqueca. Faça um fundo para usar numa sopa especial. Acredite em mim: sua vida vai mudar. Não só é muito mais saudável como o sabor é outro.

A ideia é combinar água com alguns legumes que são coringas na cozinha, como cenoura, cebola e salsão. Pra dar potência, você pode (e deve) usar carnes também, ou simplesmente, carcaças e ossos de frango e boi. Eles são responsáveis por trazer um sabor e tornar a coisa toda mais saudável – quem já não ouviu a vó dizer que um caldo de galinha cura qualquer gripe?!

É claro que os caldos de legumes são muito mais simples. Eles servem para salvar o risotto e o molho de todo dia. Os caldos com carne são mais complicados – sim, as coisas boas da vida podem dar e dão trabalho, gente! Os ossos e carcaças precisam ficar mais tempo cozinhando – nas aulas que tive na escola ficamos até quatro horas cozinhando ossos de boi. Não é pra qualquer um! Mas TUDO NA COZINHA pode ser mais simples, e é por isso que aqui estamos! Pra variar, existem muitas receitas por aí. Mas, se você souber o conceito, como a coisa funciona, vai ficar mais fácil para você inventar sua própria receita. Eu separei duas receitas que já existiam, testei e adaptei. Use e abuse delas! 😉

CALDO SIMPLES DE LEGUMES

Ingredientes

2 cenouras
2 talos de salsão
1 cebola grande
2 l de água
1 sache d’epice (combinação de louro, talos de salsa, pimenta e tomilho, amarrados numa gaze ou filtro de café) – aham! aqui você vai usar o post de aromáticos!

Modo de Preparo

  1. Lave bem todos os legumes.
  2. Descasque a cebola e corte em pedaços não muito pequenos. Corte a cenoura em fatias grossas e o salsão, em pedaços de cerca de 5 cm.
  3. Numa panela, junte os legumes e a água e leve ao fogo alto. Quando começar a ferver, abaixe o fogo e deixe cozinhar por 20 minutos.
  4. Coloque o sachê com os temperos e deixe ferver por mais 20 minutos.
  5. Desligue o fogo e, com uma peneira fina, coe o caldo. Conserve na geladeira por até 5 dias ou congele por 3 meses. Vale até usar forminhas de gelo para facilitar o descongelamento.

CALDO DE GALINHA

Esse caldo é uma adaptação de receita que fiz da Wilma Kovesi, escola onde estudei. Vamos lá:

Ingredientes

1,5 kg de asinha de frango

300 g de mirepoix (mistura de 2 partes de cebola – 150g + 1 parte de salsão 75g + 1 parte de cenoura 75g) – saiba como fazer aqui.

1 bouquet garni (você junta um pedaço de talo de salão, com louro e talo de salsa e envolve tudo numa folha de alho poró) – significado aqui.

03 colheres de sopa de óleo

Modo de preparo

  1. Leva bem as asinhas de frango.
  2. Descasque a cebola e corte em pedaços pequenos. Corte a cenoura e o salsão em pedaços pequenos também.
  3. Numa panela, junte três colheres de óleo e doure as asinhas de frango. Se não couber tudo de uma vez, faça em três levas.
  4. Ao terminar, doure o mirepoix na mesma panela. Na sequência, inclua o frango novamente e a água. Deixe ferver por 40 minutos.

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5. Vá retirando o excesso de gordura que se forma na superfície do caldo.

6. Coloque o bouquet garni na panela e deixe ferver por mais 40 minutos.

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7. Desligue o fogo e coe o caldo com uma peneira fina. Conserve na geladeira por até 5 dias ou congele por três meses.

8. Aproveite a carne das asinhas para fazer uma torta depois! 😉

Dicas importantes para caldos

  • Quando fazemos caldos, o melhor é não tampar a panela.
  • Comece com água fria, assim tudo cozinhará no tempo certo.
  • O caldo vai reduzindo conforme ferve. Por isso, mantenha uma chaleira com água fervendo por perto e vá acrescentando um pouco mais para não reduzir demais.
  • Os caldos substituem a água em: molhos para massas, risottos e sopas de qualquer tipo.
  • Eu sempre faço uma panelada, separo o que vou usar no momento e congelo o que sobra. A dica aqui é: se você não tem muito espaço no freezer, pode usar algumas artimanhas. Depois de coar o caldo, coloque-o novamente na panela e deixe ferver até reduzir bem. A água evapora, mas o sabor não! Então, o seu sabor está todo ali, não tenha medo de deixar reduzir! Ele vai ficar escuro e poderoso! Depois, coloque o caldo em formas de gelo e congele. Quando for usar, dissolva o cubinho de gelo no seu molho ou em água. Vai ser delícia!

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Os perfumes da cozinha

Tem coisa melhor do que quando você entra em casa e sente aquele cheiro especial de comidinha vindo da cozinha? Tem sensação mais confortável que o perfume de molho, de assado, de torta? Se você também acha que não, então está no blog certo! 🙂

Se eu pudesse, criaria um dispositivo aqui no blog para você sentir o aroma das receitas que preparo e invento aqui em casa. Como não dá, quero te contar um pouco mais sobre os aromáticos que a gente pode (e deve!) usar na cozinha. Eles ajudam a gente a gravar ainda mais esses cheiros de comidinha boa na nossa memória.

É claro que não faz diferença se você sabe exatamente o que é mirepoix ou tomate concassé. Vai por mim – você provavelmente já fez os dois, mas aprender só nos ajuda a se sentir mais por dentro da cozinha. Minha intenção é sempre ensinar alguma coisinha que você possa agregar ao seu dia a dia.

Por isso, vamos começar com um pequeno dicionário ilustrado dos aromáticos mais básicos e mais usados. Pra começo de conversa, fiz um pequeno tutorial dos quatro itens que mais uso! Sempre que precisar para um post ou receita, eu vou usar esse glossário. Então anote aí:

Mirepoix, que nome lindo!

Essa mistura é usada na preparação de caldos e fundos. Você combina 50% da medida de cebola + 25% de salsão + 25% de cenoura (a cenoura pode ser substituída por alho poró ou cogumelo) e pronto! Juntos, cebola, salsão e cenoura vão emprestar todo seu sabor para o prato. Então, se você lê na receita 300 g de mirepoix, você deverá acrescentar 150g de cebola, 75g de salsão e 75g de cenoura. Entendeu?

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Todo buquê é perfumado, mas o bouquet garni…

Esse bouquet é luz, é raio, estrela e luar! É composto de talos de salsão cortados em bastonetes, talos de salsa, tomilho e louro, envoltos numa folha de alho poró e atados por um barbante. Romântico, vai?! Quando seu caldo ou molho está fervendo, você coloca o bouquet garni lá e ele libera o aroma das ervas frescas, fazendo todo o troço acontecer.

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Um sachê perfeito

O sachet d’épices é uma mistura de ervas e especiarias, como louro, pimenta do reino em grão, talos de salsa e tomilho, embrulhados em gaze (aquele de curativo). Você pode criar a sua combinação, mas essa é a mais clássica, e pode ser usada em caldos e molhos. Também está no meu time preferido de aromáticos – sem contar que esse nome é um charme, não?

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Cebola poderosa

A cebola piquée nada mais é que uma cebola cortada ao meio e com uma folha de louro presa a ela por três cravos da Índia. Parece novela, mas não é! Essa cebola dá aquele sabor especial de fundo ao molho branco ou bechamel, junto com a noz moscada. Eventualmente vamos fazê-lo por aqui! Você vai ver só.

Pode ser que esse post ainda fique um pouco misterioso pra você. Mas, em breve, nos próximos textos, você já vai entender a aplicação de tudo isso!