11 utensílios que você precisa ter na cozinha

Eu já cozinhei em cozinhas muito pequenas. Já morei em cinco casas em SP, e adquiri a capacidade de ser master-ninja-blaster na arte de me virar. Hoje, tenho bastante espaço pra servir jantares para amigos e familiares, mas já sofri, gente! E aí que, com cozinha grande ou pequena, tem uma listinha de utensílios que TEMOS que ter numa cozinha que se pretende inovadora!

Listei aí abaixo o que acho que você não vai se arrepender de ter. Vale pra quem gosta de cozinhar já e pra quem ainda quer aprender. É um ponto de partida. Não é frescura, nem fui atingida por um raio gourmetizador. É que nem lista de material escolar. Pra cozinhar, você precisa de materiais! =)

Panela grande

Fico imaginando o que essa dica significaria pra minha vó Rita, que teve NOVE filhos: NADA. Qualquer panela pra fazer arroz já tinha que ser grande pra dar conta da demanda! Falando sério agora: você pode ter aquele jogão de panelinhas do dia a dia. Mas, pelo amor, tenha uma panela maior para arriscar em preparações grandes. Não dá pra fazer caldo de galinha ou carne em panela pequena, muito menos cozinhar um quilo de macarrão!

IMG_1054
Panela Le Creuset, tamanho 24

Balança digital para cozinha

Quem quer fazer a diferença na cozinha precisa de uma balança. É dos itens essenciais, por exemplo, pra quem gosta de fazer bolos e pães. Pois então, balanças digitais são um investimento e tanto. Mantenha-as em local seco, sempre limpas e com um par de baterias por perto, porque _acredite!_ elas falham quando você mais precisa.

Medidores

Não vá usar o olhômetro toda hora. Use medidores e seja mais feliz. Eu não vou nem à esquina sem os meus… Além do que, tem de todos os tamanhos, cores e tipos. Eu amo, tenho vários – colheres de sopa e chá, xícaras, leiteiras! Use a tecnologia a seu favor!! =)

IMG_4225
Medidores para todos os gostos

Facas

Quando a gente vai comprar faca, pode ser confuso. Tem tanta opção, tanto preço, que é fácil se perder. Se você precisa optar, escolha três; 1. faca de chef, que é grande e pesada para carnes, ingredientes duros e firmes; 2. faca com serra para tomate, pães e sobremesas de cortar; e 3. faca de legumes: para itens menores, como frutas e legumes. E, claro, manter tudo afiadinho é sempre interessante, principalmente a faca de chef. O caderno Comida da Folha de S. Paulo fez um especial com dicas de como amolar, olha aqui!

Quer uma dica para comprar todo e qualquer tipo de faca? Vai no Rei da Cutelaria, que é uma travessa da Rua 25 de março, de SP. Não tem glamour na loja, mas é daquelas que você encontra exatamente o que está procurando.

IMG_4243.JPG
Suporte magnético para facas – comprei na loja Coqueluche, em SP

Espátula “pão duro”

Adoro esse nome! Ele explica muito bem a função desta espátula que é raspar cada cantinho da tigela e não deixar nada sobrando. É um pavor pra quem curte raspar sobra de bolo da tigela (eu!!). As de silicone são as melhores!

IMG_4236.JPG
Todas as cores de espátula? eu quero!

Mandoline

É mais conhecida como cortador de legumes e também tem várias opções no mercado. Tem muito valor porque deixa todos os pedacinhos com o mesmo tamanho e espessura.

IMG_4249.JPG
Existem vários tamanhos e preços de mandoline. Esta me custou 10 dólares e serve bem!

Tábua

A minha tábua não sai do lado do fogão. Tenho duas: uma de madeira, bem grossa, pra cortar coisas mais secas e servir de apoio; e outra de silicone que troco com frequência. Ah, não adianta se for muito pequena também porque aí você não corta nem uma cebola nela!

Batedor

Batedor, por onde for, quero ser seu par! =) Ele me ajuda a misturar de tudo um pouco e tenho sempre dois ou três à mão. Ajuda muito! Fico meio perdida em cozinhas em que ele não está. Por isso carrego o meu comigo na mala sempre!

IMG_4238.JPG
Não vivo sem!

Termômetro

Na faculdade de Gastronomia, aprendi a me virar com o termômetro culinário e minha vida mudou. Gente, como eu me virei sem ele antes? Pra fazer um assado, grelhado ou braseado, o melhor jeito de acertar é sabendo as temperaturas adequadas e usando o bendito do termômetro. Vale a pena investir em um. Em breve, postarei receitas de assados para vocês verem que não estou mentindo.

Grade para bolo

Essa descoberta eu fiz de curiosa. Já estava cansada de botar o bolo na bancada pra descansar e tchunnnn ele murchava. Aí lendo umas coisas por aí, descobri que se colocar o bolo assado em cima de uma grande, a passagem de ar por baixo não permite que ele murche, porque ele não esfria de uma vez, sacou?

Foto de abertura: Mariana Orsi

Anúncios

Molho de tomate, simples assim

Uma das minhas promessas de ano novo é botar em prática meu plano para este blog: contar o que aprendi na cozinha, o que mais gosto de cozinhar e comer, quais são as dicas que (na minha opiniã) todo mundo precisa saber. Os objetivos sempre foram estes, mas eu fui atropelada por um ano cheio de desafios do pós-parto e esse é assunto pra um outro tipo de blog. 😉

Importante apenas contar que, mesmo tendo tido um ano atribulado, sempre foi na cozinha que eu me achei, me joguei e me distraí. Nunca deixei de preparar alguma coisa. Só mudei o tipo de receita, ou seja, fiz coisas mais simples e fáceis, pra aproveitar meu tempinho de sobra entre uma soneca e outra do meu bebê, ou à noite depois que ele dormia. Por isso, espero conversar mais por aqui nas próximas semanas!

Vamos juntos?

Bem, comecemos o ano do simples. Do trivial. Mas que faz uma bruta diferença no dia a dia. Senhoras e senhoras, molho de tomate!

Faz tempo que quero contar que o segredo do molho de tomates de qualidade é… o tomate! Parece besta, né? Acredite: não é. Eu vejo gente querendo fazer milagre com tomate ruim. Não adianta! 80% desse preparo é de responsabilidade do ingrediente (aliás, essa máxima vale pra quase tudo).

Às vezes eu planejo uma receita sem tomates, mas, quando chego na feira e eles estão lá, tão lindos, mudo tudo e compro um, dois, três quilos pra produzir e congelar. Por isso, sempre digo que você pode até planejar um jantar. Mas nada melhor que chegar na feira ou no hortifrúti e ver o que está bom naquele dia, o que está na estação.

Escolha sempre os tomates firmes e mais vermelhos possível! Uns recomendam os do tipo Débora, outros falam do tipo Carmen. Nomes à parte, eu acredito mesmo é na prova de toque. Chegue mais perto da banquinha e olhe, toque, cheire. Aí você vai poder ter noção se vai rolar seu molho de tomate ou não.

Observação importante: Se você não encontrar tomates maduros, cancele a receita ou apele para as latas de tomates italiano pelatti. O resultado é diferente, mas ainda sim muito saboroso.

Tomates escolhidos… chegou a hora da receita. Essa é a mais fácil possível, porque o ingrediente principal é o grande ator principal.

Molho de tomate 

Rendimento: 02 porções

Ingredientes:

4 ou 5 tomates bem maduros e firmes sem pele e sem semente, picados em cubos pequenos

02 dentes de alho picados bem fininho

01 colher bem cheia de extrato de tomate

2 colheres de azeite (pode ser manteiga sem sal tb)

Sal e pimenta do reino a gosto

Folhas de manjericão quanto baste

Modo de preparo

  1. Separe todos os ingredientes. Para tirar a pele e as sementes dos tomates, corte uma pequena cruz na “bundinha” do tomate e mergulhe-o em água fervendo. Não deixe por muito tempo para não cozinhar. Retire e mergulhe-o em água gelada. A pele se soltará facilmente. Aí é só cortar ao meio e retirar as sementes.
  2. Numa panela mais pesada e de fundo mais grosso (se não tiver, vai o que você tem disponível, mas use sempre fogo baixo ok?), aqueça o azeite e doure o alho. Não deixe queimar!
  3. Acrescente os tomates picados e o extrato de tomate e deixe cozinhar em fogo baixo por cerca de 30 minutos. Não tampe a panela.
  4. Mexa de vez em quando, amassando os pedaços grandes com a parte posterior da colher.
  5. Quando estiver na consistência desejada (não muito líquido mas também não totalmente seco), prove e acerte o sal e coloque a pimenta do reino.
  6. Pique fino o manjericão e coloque no molho, cozinhando por mais uns minutos até que o manjericão desprenda seu aroma.
  7. Sirva com uma bela massa, coloque sobre um polpetoni ou simplesmente congele para outro dia.IMG_1829

09 utensílios que você precisa ter na cozinha

Eu já cozinhei em cozinhas muito pequenas. Já morei em cinco casas em SP, e adquiri a capacidade de ser master-ninja-blaster na arte de me virar. Hoje, tenho bastante espaço pra servir jantares para amigos e familiares, mas já sofri, gente! E aí que, com cozinha grande ou pequena, tem uma listinha de utensílios que TEMOS que ter numa cozinha que se pretende inovadora!

Listei aí abaixo o que acho que você não vai se arrepender de ter. Vale pra quem gosta de cozinhar já e pra quem ainda quer aprender. É um ponto de partida. Não é frescura, nem fui atingida por um raio gourmetizador. É que nem lista de material escolar. Pra cozinhar, você precisa de materiais! =)

Panela grande

Fico imaginando o que essa dica significaria pra minha vó Rita, que teve NOVE filhos: NADA. Qualquer panela pra fazer arroz já tinha que ser grande pra dar conta da demanda! Falando sério agora: você pode ter aquele jogão de panelinhas do dia a dia. Mas, pelo amor, tenha uma panela maior para arriscar em preparações grandes. Não dá pra fazer caldo de galinha ou carne em panela pequena, muito menos cozinhar um quilo de macarrão!

IMG_1054
Panela Le Creuset, tamanho 24

Balança digital para cozinha

Quem quer fazer a diferença na cozinha precisa de uma balança. É dos itens essenciais, por exemplo, pra quem gosta de fazer bolos e pães. Pois então, balanças digitais são um investimento e tanto. Mantenha-as em local seco, sempre limpas e com um par de baterias por perto, porque _acredite!_ elas falham quando você mais precisa.

Medidores

Não vá usar o olhômetro toda hora. Use medidores e seja mais feliz. Eu não vou nem à esquina sem os meus… Além do que, tem de todos os tamanhos, cores e tipos. Eu amo, tenho vários – colheres de sopa e chá, xícaras, leiteiras! Use a tecnologia a seu favor!! =)

IMG_4225
Medidores para todos os gostos

Facas

Quando a gente vai comprar faca, pode ser confuso. Tem tanta opção, tanto preço, que é fácil se perder. Se você precisa optar, escolha três; 1. faca de chef, que é grande e pesada para carnes, ingredientes duros e firmes; 2. faca com serra para tomate, pães e sobremesas de cortar; e 3. faca de legumes: para itens menores, como frutas e legumes. E, claro, manter tudo afiadinho é sempre interessante, principalmente a faca de chef. O caderno Comida da Folha de S. Paulo fez um especial com dicas de como amolar, olha aqui!

Quer uma dica para comprar todo e qualquer tipo de faca? Vai no Rei da Cutelaria, que é uma travessa da Rua 25 de março, de SP. Não tem glamour na loja, mas é daquelas que você encontra exatamente o que está procurando.

IMG_4243.JPG
Suporte magnético para facas – comprei na loja Coqueluche, em SP

Espátula “pão duro”

Adoro esse nome! Ele explica muito bem a função desta espátula que é raspar cada cantinho da tigela e não deixar nada sobrando. É um pavor pra quem curte raspar sobra de bolo da tigela (eu!!). As de silicone são as melhores!

IMG_4236.JPG
Todas as cores de espátula? eu quero!

Mandoline

É mais conhecida como cortador de legumes e também tem várias opções no mercado. Tem muito valor porque deixa todos os pedacinhos com o mesmo tamanho e espessura.

IMG_4249.JPG
Existem vários tamanhos e preços de mandoline. Esta me custou 10 dólares e serve bem!

Tábua

A minha tábua não sai do lado do fogão. Tenho duas: uma de madeira, bem grossa, pra cortar coisas mais secas e servir de apoio; e outra de silicone que troco com frequência. Ah, não adianta se for muito pequena também porque aí você não corta nem uma cebola nela!

Batedor

Batedor, por onde for, quero ser seu par! =) Ele me ajuda a misturar de tudo um pouco e tenho sempre dois ou três à mão. Ajuda muito! Fico meio perdida em cozinhas em que ele não está. Por isso carrego o meu comigo na mala sempre!

IMG_4238.JPG
Não vivo sem!

Termômetro

Na faculdade de Gastronomia, aprendi a me virar com o termômetro culinário e minha vida mudou. Gente, como eu me virei sem ele antes? Pra fazer um assado, grelhado ou braseado, o melhor jeito de acertar é sabendo as temperaturas adequadas e usando o bendito do termômetro. Vale a pena investir em um. Em breve, postarei receitas de assados para vocês verem que não estou mentindo.

Foto de abertura: Mariana Orsi

Molho pesto para fazer bonito (e simples)

Houve um tempo em que eu achava que molho de macarrão era à bolognesa ou branco. Não me entenda mal, eu adoro à bolognesa e não há nenhum outro prato, além do arroz com feijão, que me deixe mais confortável do que um spaguetti à bolognesa. Quando viajo a trabalho e fico dias longe de casa, é este o prato que mais me faz sentir em casa.

Só que (ainda bem) você vai ficando mais experiente, estuda, lê, pesquisa e… tcharan! Basicamente, tudo vira molho de macarrão na cozinha. Não há limites!

E, digamos, eu não era uma pesto girl. Pois agora sou fã de carteirinha. Depois de entender a fórmula, eu faço pesto de manjericão, de rúcula e já tentei até de couve. A brincadeira é divertida e, melhor que tudo, saborosa!

Essa é uma receita do livro da Wilma Kovesi, que adaptei ao gosto lá de casa. A base é a do molho clássico, que leva manjericão e pinoli. Para tudo! Pinoli são as sementinhas do pinhão, são caros para comprar (porque é uma extração manual), mas um saquinho dura uma eternidade. Como gostamos de tudo versátil, você pode, É CLARO, substituir o pinoli por nozes, em menor quantidade. Anota aí essa receita coringa e utilize-a para surpreender aquele seu convidado.

Penne al pesto clássico 

(Receita adaptada do livro 400g, de Betty Kovesi e autores)

Ingredientes:

01 maço de folhas de manjericão (só as folhas, lavadas e secas)

1 dente de alho

1 xícara de queijo parmesão de boa qualidade ralado

1 colher de pinoli tostados

1 colher de chá de sal

1 xícara e meia de azeite de oliva extravirgem

Modo de preparo

  1. Bata todos os ingredientes no liquificador. Se preferir, use o método mais tradicional: amasse num pilão o manjericão, o alho, o parmesão, os pinoli e o sal.
  2. Adicione o azeite aos poucos e misture. Se preferir um molho com consistência mais líquida, acrescente um pouco mais de azeite.
  3. Sirva com penne ou spaguetti.

IMG_1148.JPG

Dica preciosa: quando começar a temporada de sopas (frio!!!), use uma ou duas belas colheradas do molho pesto na sua sopa de legumes. Fica mais que especial!

 

 

07 dicas para inventar um risoto

Eu sumi. Eu sei. Podia te contar que 2015 tem sido um ano muito longo, mas você já deve saber disso. Então, vamos celebrar o fim dele com um post que vai te ajudar a chegar no risoto mais legal que você puder inventar.

Este é o prato que você pode fazer literalmente com o que tiver na geladeira (desde que você tenha, claro, a base: arroz, manteiga, queijo e vinho). Você pode usar apenas um (ou mais) queijo de muita qualidade ou pode agregar aspargos, presunto cru, cogumelos, frutos do mar ou linguiça, e por aí vai. Me diz se isso não é a plena definição de eclético? Dependendo do que você colocar no meio, pode se tornar um grande prato principal ou um acompanhamento, com um vinho… Hummm…

Bem, pra começar, a escolha do arroz é importantíssima. O arborio ou o carnaroli são mais conhecidos – são arrozes envoltos por um amido macio que, durante a cocção, se dissolve, deixando o prato cremoso como deve ser. Vamos às dicas e depois à receita. Algo me diz que você não vai se arrepender…

  1. O complemento aromático é sempre a manteiga e a cebola. Mas qualquer ingrediente poderá ser agregado complementando, assim, seu aroma.
  2. Use uma panela de fundo grosso para que você possa cozinhar em fogo alto sem grudar.
  3. Comece sempre com um pouco de gordura (manteiga). Ao colocar os grãos de arroz, é importante tostá-los adequadamente.
  4. Adicione o líquido do cozimento (a melhor opção é, de longe, o caldo!) aos poucos. Isso vai garantir que o amido se solte e vai evitar que, no final, fique aquele excesso de líquido. Pode usar água? Pode, eu acho (eu nunca usei!), mas o caldo vai ser MUITO MAIS SABOROSO.
  5. Finalize o risoto “montando-o” com manteiga e queijo, ou seja, agregando esses dois itens no final, com o fogo já desligado. Isso vai ajudar a deixar o risoto mais espesso e com um brilho lindo de viver!
  6. Até aqui, essas são as dicas do risoto básico. Se você quer agregar outros ingredientes, existem várias formas de fazer. Se você quer fazer um risoto com tomate, queijo e manjericão, por exemplo, coloque os tomates no meio do processo de cocção do risoto básico. E acrescente o manjericão e o queijo no final. Se você quer fazer um de 4 queijos, acrescente os 4 no final do preparo. Se for agregar frutos do mar, calcule o tempo que você deve ter de cocção para que os frutos do mar não cozinhem demais.
  7. Última dica e não menos importante: sirva o risoto imediatamente após o preparo.

 

Risoto de aspargos com salame defumado (Porção para duas pessoas)

Ingredientes

  • 3 colheres de manteiga sem sal gelada
  • meia cebola picada em cubinhos
  • 160g de arroz arborio
  • meia xícara de vinho branco seco
  • 1 litro de caldo de galinha (ou mais, se necessário – receita aqui)
  • 50g de queijo parmesão ralado na hora
  • 4 fatias de salame defumado
  • 6 aspargos verdes cozidos e depois picados (lembre-se de retirar a base de cada aspargo, a parte mais durinha)

Modo de Preparo:

  • Numa panela, derreta 2 colheres de manteiga e doure a cebola.
  • Acrescente o arroz e toste até que os grãos fiquem envoltos na manteiga e bem quentes.
  • Acrescente o vinho branco e deixe secar e evaporar o álcool.
  • Acrescente uma concha do caldo (quente), mexendo sempre. Quando secar, coloque mais uma concha e assim sucessivamente, sem parar de mexer.
  • Antes do final do cozimento, acrescente os aspargos e o salame defumado. Ajuste o sal e acrescente pimenta a gosto.
  • Quando o arroz estiver al dente, retire a panela do fogo e acrescente a manteiga restante e o queijo, mexendo até incorporar.
  • Sirva imediatamente.
image1
Com aspargos e salame defumado

 

Granola salgada para saladas

Como contei no post estilo topa-tudo-por-salada, um dos meus itens preferidos na salada é o croc croc que vem por cima das folhas e legumes. Nem todas as saladas trazem, mas eu amo quando tem alguma coisa como croutons, amêndoas, nozes, grãos… Se a salada já era boa, fica ainda melhor!

Pra começarmos a semana com pé direito, trago para vocês uma receitinha especial de granola salgada que conheci na escola e que fui adaptando. Você pode ter a salada mais simples na geladeira, mas quando combina seus ingredientes com um belo molho e com esta granola não há quem discorde que o troço fique bom! Anota aí:

Granola Salgada (receita do livro 400g, da escola W. Kovesi)

IMG_8342

Ingredientes

100g de flocos de milho sem açúcar

30g de semente de linhaça

50g de semente de gergelim branco torrado

20g de gergelim preto

60g de semente de girassol

50g de aveia em flocos

10g de sal grosso

50ml de azeite de oliva extra virgem

Preparo

Misture todos os ingredientes.

Coloque numa assadeira e asse em forno preaquecido a 180oC por 45 minutos ou até tostar ligeiramente e fazer croc croc quando você morder.

IMG_8349

Deixe esfriar e guarde em potes bem fechados.

Sirva com salada verde.

IMG_8365

IMG_8369

A técnica das técnicas ou como fazer CALDOS

O legal de você se interessar por entender a cozinha é perceber as sutis diferenças de se usar um produto mediano e um produto bom, e aprender aquela receita coringa que vai te tirar de qualquer enrascada. Por isso, se você tiver pouco tempo para aprender coisas novas, indico que você invista tempo nos caldos e fundos. Eles são a base, a origem de tudo.

Quando eu estava estudando, costumava dizer que só as primeiras aulas sobre esse tema já tinham compensado o ano. Isso porque usar um bom caldo caseiro de carne no lugar de água ou cubinhos artificiais (eca!) faz toda a diferença! Use caldo ou fumet de peixe na sua moqueca. Faça um fundo para usar numa sopa especial. Acredite em mim: sua vida vai mudar. Não só é muito mais saudável como o sabor é outro.

A ideia é combinar água com alguns legumes que são coringas na cozinha, como cenoura, cebola e salsão. Pra dar potência, você pode (e deve) usar carnes também, ou simplesmente, carcaças e ossos de frango e boi. Eles são responsáveis por trazer um sabor e tornar a coisa toda mais saudável – quem já não ouviu a vó dizer que um caldo de galinha cura qualquer gripe?!

É claro que os caldos de legumes são muito mais simples. Eles servem para salvar o risotto e o molho de todo dia. Os caldos com carne são mais complicados – sim, as coisas boas da vida podem dar e dão trabalho, gente! Os ossos e carcaças precisam ficar mais tempo cozinhando – nas aulas que tive na escola ficamos até quatro horas cozinhando ossos de boi. Não é pra qualquer um! Mas TUDO NA COZINHA pode ser mais simples, e é por isso que aqui estamos! Pra variar, existem muitas receitas por aí. Mas, se você souber o conceito, como a coisa funciona, vai ficar mais fácil para você inventar sua própria receita. Eu separei duas receitas que já existiam, testei e adaptei. Use e abuse delas! 😉

CALDO SIMPLES DE LEGUMES

Ingredientes

2 cenouras
2 talos de salsão
1 cebola grande
2 l de água
1 sache d’epice (combinação de louro, talos de salsa, pimenta e tomilho, amarrados numa gaze ou filtro de café) – aham! aqui você vai usar o post de aromáticos!

Modo de Preparo

  1. Lave bem todos os legumes.
  2. Descasque a cebola e corte em pedaços não muito pequenos. Corte a cenoura em fatias grossas e o salsão, em pedaços de cerca de 5 cm.
  3. Numa panela, junte os legumes e a água e leve ao fogo alto. Quando começar a ferver, abaixe o fogo e deixe cozinhar por 20 minutos.
  4. Coloque o sachê com os temperos e deixe ferver por mais 20 minutos.
  5. Desligue o fogo e, com uma peneira fina, coe o caldo. Conserve na geladeira por até 5 dias ou congele por 3 meses. Vale até usar forminhas de gelo para facilitar o descongelamento.

CALDO DE GALINHA

Esse caldo é uma adaptação de receita que fiz da Wilma Kovesi, escola onde estudei. Vamos lá:

Ingredientes

1,5 kg de asinha de frango

300 g de mirepoix (mistura de 2 partes de cebola – 150g + 1 parte de salsão 75g + 1 parte de cenoura 75g) – saiba como fazer aqui.

1 bouquet garni (você junta um pedaço de talo de salão, com louro e talo de salsa e envolve tudo numa folha de alho poró) – significado aqui.

03 colheres de sopa de óleo

Modo de preparo

  1. Leva bem as asinhas de frango.
  2. Descasque a cebola e corte em pedaços pequenos. Corte a cenoura e o salsão em pedaços pequenos também.
  3. Numa panela, junte três colheres de óleo e doure as asinhas de frango. Se não couber tudo de uma vez, faça em três levas.
  4. Ao terminar, doure o mirepoix na mesma panela. Na sequência, inclua o frango novamente e a água. Deixe ferver por 40 minutos.

DSC02225_para postar

5. Vá retirando o excesso de gordura que se forma na superfície do caldo.

6. Coloque o bouquet garni na panela e deixe ferver por mais 40 minutos.

DSC02227_post

7. Desligue o fogo e coe o caldo com uma peneira fina. Conserve na geladeira por até 5 dias ou congele por três meses.

8. Aproveite a carne das asinhas para fazer uma torta depois! 😉

Dicas importantes para caldos

  • Quando fazemos caldos, o melhor é não tampar a panela.
  • Comece com água fria, assim tudo cozinhará no tempo certo.
  • O caldo vai reduzindo conforme ferve. Por isso, mantenha uma chaleira com água fervendo por perto e vá acrescentando um pouco mais para não reduzir demais.
  • Os caldos substituem a água em: molhos para massas, risottos e sopas de qualquer tipo.
  • Eu sempre faço uma panelada, separo o que vou usar no momento e congelo o que sobra. A dica aqui é: se você não tem muito espaço no freezer, pode usar algumas artimanhas. Depois de coar o caldo, coloque-o novamente na panela e deixe ferver até reduzir bem. A água evapora, mas o sabor não! Então, o seu sabor está todo ali, não tenha medo de deixar reduzir! Ele vai ficar escuro e poderoso! Depois, coloque o caldo em formas de gelo e congele. Quando for usar, dissolva o cubinho de gelo no seu molho ou em água. Vai ser delícia!

DSC02231