Caponata de família

Eu tenho loucura por berinjela e casei com uma pessoa que também adora! Então, um passeio por qualquer feira, hortifruti e mercado sempre nos garante algumas unidades de berinjela pra semana. Juro, chego quase a enjoar! Mas isso me ajuda a pensar em diferentes preparos com o ingrediente.  🙂

Na lista dos meus preferidos está essa Caponata que minha mãe faz desde sempre e que eu andei adaptando um pouco. Dá pra servir como salada, como acompanhamento, como aperitivo com paezinhos! Mil e uma utilidades como qualquer preparo usando essa queridinha!

Caponata

Rendimento: 8 porções de salada

Ingredientes:

1/2 xícara de azeite de oliva extravirgem

1 pimentão vermelho sem semente cortado em cubista

1 pimentão amarelo sem semente cortado em cubos

2 cebolas grandes cortadas em cubos

2 berinjelas grandes cortadas em cubos

1/2 xícara de vinagre de vinho branco

1 colher (chá) de sal

100g de lascas de amêndoa

Pimenta do reino a gosto

Modo de preparo:

  1. Numa panela grande, aqueça o azeite e frite as lascas de amêndoa. Assim que elas começarem a escurecer, retire as lascas com uma escumadeira e reserve.
  2. Na sequência, frite os legumes por ordem de firmeza: pimentões, cebola e berinjela.
  3. Quando os primeiros ingredientes estiverem al dente, junte o vinagre, o sal e a pimenta.
  4. Tampe e cozinhe em fogo baixo por 15 minutos.
  5. Deixe esfriar e, na hora de servir, coloque as lascas de amêndoas.

Anote aí algumas dicas preciosas pra essa receita:

  • Cuidados na hora de escolher a berinjela. Ela deve estar com a casca firme e ATENÇÃO: não pode ter furinhos. Se tiver, descarte, corra, chame o bombeiro! Você vai encontrar um bichinho morando lá dentro e, acredite, você não vai querer isso!
  • Além de berinjela, essa receita leva pimentões também. E aqui vale uma dica bacana que é: lembre-se de que cada legume tem o seu tempo próprio de cozimento. Assim, o ingrediente mais duro deve ir pra panela primeiro, seguido do mais sensível. Assim cada um cozinha o tanto certo e chegam no ponto juntos!
  • Os pimentões ficam ainda melhores se entrarem na receita sem pele. Isso tira aquela lembrança que o pimentão deixa em nossos estômagos! Para retirar a pele, queime a casca na boca do fogão ou coloque-os no forno em altíssima temperatura (perto de 300 graus) até ficarem com a pele queimada. Na sequência, coloque o pimentão com a pele queimada em um saco plástico e feche. Espere amornar e, sob a água corrente, retire a pele com as costas de uma faca.

Em tempo: serve de salada, mas fica maravilhoso como entradinha, com torradas ou pão italiano. 😉

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11 utensílios que você precisa ter na cozinha

Eu já cozinhei em cozinhas muito pequenas. Já morei em cinco casas em SP, e adquiri a capacidade de ser master-ninja-blaster na arte de me virar. Hoje, tenho bastante espaço pra servir jantares para amigos e familiares, mas já sofri, gente! E aí que, com cozinha grande ou pequena, tem uma listinha de utensílios que TEMOS que ter numa cozinha que se pretende inovadora!

Listei aí abaixo o que acho que você não vai se arrepender de ter. Vale pra quem gosta de cozinhar já e pra quem ainda quer aprender. É um ponto de partida. Não é frescura, nem fui atingida por um raio gourmetizador. É que nem lista de material escolar. Pra cozinhar, você precisa de materiais! =)

Panela grande

Fico imaginando o que essa dica significaria pra minha vó Rita, que teve NOVE filhos: NADA. Qualquer panela pra fazer arroz já tinha que ser grande pra dar conta da demanda! Falando sério agora: você pode ter aquele jogão de panelinhas do dia a dia. Mas, pelo amor, tenha uma panela maior para arriscar em preparações grandes. Não dá pra fazer caldo de galinha ou carne em panela pequena, muito menos cozinhar um quilo de macarrão!

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Panela Le Creuset, tamanho 24

Balança digital para cozinha

Quem quer fazer a diferença na cozinha precisa de uma balança. É dos itens essenciais, por exemplo, pra quem gosta de fazer bolos e pães. Pois então, balanças digitais são um investimento e tanto. Mantenha-as em local seco, sempre limpas e com um par de baterias por perto, porque _acredite!_ elas falham quando você mais precisa.

Medidores

Não vá usar o olhômetro toda hora. Use medidores e seja mais feliz. Eu não vou nem à esquina sem os meus… Além do que, tem de todos os tamanhos, cores e tipos. Eu amo, tenho vários – colheres de sopa e chá, xícaras, leiteiras! Use a tecnologia a seu favor!! =)

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Medidores para todos os gostos

Facas

Quando a gente vai comprar faca, pode ser confuso. Tem tanta opção, tanto preço, que é fácil se perder. Se você precisa optar, escolha três; 1. faca de chef, que é grande e pesada para carnes, ingredientes duros e firmes; 2. faca com serra para tomate, pães e sobremesas de cortar; e 3. faca de legumes: para itens menores, como frutas e legumes. E, claro, manter tudo afiadinho é sempre interessante, principalmente a faca de chef. O caderno Comida da Folha de S. Paulo fez um especial com dicas de como amolar, olha aqui!

Quer uma dica para comprar todo e qualquer tipo de faca? Vai no Rei da Cutelaria, que é uma travessa da Rua 25 de março, de SP. Não tem glamour na loja, mas é daquelas que você encontra exatamente o que está procurando.

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Suporte magnético para facas – comprei na loja Coqueluche, em SP

Espátula “pão duro”

Adoro esse nome! Ele explica muito bem a função desta espátula que é raspar cada cantinho da tigela e não deixar nada sobrando. É um pavor pra quem curte raspar sobra de bolo da tigela (eu!!). As de silicone são as melhores!

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Todas as cores de espátula? eu quero!

Mandoline

É mais conhecida como cortador de legumes e também tem várias opções no mercado. Tem muito valor porque deixa todos os pedacinhos com o mesmo tamanho e espessura.

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Existem vários tamanhos e preços de mandoline. Esta me custou 10 dólares e serve bem!

Tábua

A minha tábua não sai do lado do fogão. Tenho duas: uma de madeira, bem grossa, pra cortar coisas mais secas e servir de apoio; e outra de silicone que troco com frequência. Ah, não adianta se for muito pequena também porque aí você não corta nem uma cebola nela!

Batedor

Batedor, por onde for, quero ser seu par! =) Ele me ajuda a misturar de tudo um pouco e tenho sempre dois ou três à mão. Ajuda muito! Fico meio perdida em cozinhas em que ele não está. Por isso carrego o meu comigo na mala sempre!

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Não vivo sem!

Termômetro

Na faculdade de Gastronomia, aprendi a me virar com o termômetro culinário e minha vida mudou. Gente, como eu me virei sem ele antes? Pra fazer um assado, grelhado ou braseado, o melhor jeito de acertar é sabendo as temperaturas adequadas e usando o bendito do termômetro. Vale a pena investir em um. Em breve, postarei receitas de assados para vocês verem que não estou mentindo.

Grade para bolo

Essa descoberta eu fiz de curiosa. Já estava cansada de botar o bolo na bancada pra descansar e tchunnnn ele murchava. Aí lendo umas coisas por aí, descobri que se colocar o bolo assado em cima de uma grande, a passagem de ar por baixo não permite que ele murche, porque ele não esfria de uma vez, sacou?

Foto de abertura: Mariana Orsi

Bolo de cenoura da Joyce Galvão

Os bolos da Joyce Galvão não são só bonitos, são muito saborosos. Com as explicações do livro dela “A Química dos Bolos” fica ainda mais fácil de fazer o bolo ficar lindo de viver.

Atendendo a pedidos (depois de postar uma foto deste bolo ma-ra-vi-lho-so), publico agora a receita. Atenção! Nada de adaptar ingredientes, tamanho de formas etc. Já falamos (e aprendemos com a Joyce) que fazer bolos bons não é muito lá uma arte, e, sim, química! Aproveite!

Bolo de cenoura com cobertura crocante de chocolate

Rendimento: um bolo de 1,4kg

Fôrma: retangular de 30cm x 25cm

Para a massa

3 unidades de cenoura (cerca de 370g)

4 ovos médios

1 1\2 xícara chá de óleo de milho (360 ml)

2 xícaras de chá de açúcar refinado (360g)

3 1\4 xícaras de chá de farinha de trigo (390g) e mais um pouco para untar a assadeira

1 colher de sopa + 1 colher de chá de fermento químico em pó (18g)

1\2 colher de chá de sal

manteiga para untar

Modo de preparo:

  1. Preaqueça o forno a 180oC. Unte a fôrma com a manteiga e a farinha.
  2. Peneire a farinha, o sal e o fermento em uma tigela. Misture e reserve.
  3. Lave, descasque e corte as cenouras em rodelas finas, desprezando as pontas. Reserve.
  4. Quebre os ovos um a um em outro recipiente e transfira-os para o copo do liquidificador.
  5. Acrescente as cenouras cortadas, o óleo e o açúcar e bata por cerca de 2 a 3 minutos até formar uma mistura homogênea (nota da Verena: coloque tudo aos poucos para não travar seu liquidificador!).
  6. Ainda no liquidificador, junte metade dos ingredientes secos e bata rapidamente até incorporar. Desligue, acrescente o restante da mistura e bata novamente. Caso o seu liquidificador não comporte, junte o líquido aos secos em uma tigela e misture com o fouet até que a massa fique homogênea e lisa. (nota da Verena: é muita massa, gente! Vale a pena misturar na mão porque haja liquidificador pra tanto conteúdo).
  7. Transfira a massa para a fôrma preparada e leve ao forno por cerca de 25 a 30 minutos.
  8. Para saber se o bolo está pronto, espete um palito no centro da massa. Se sair limpo, o bolo pode ser retirado do forno. Caso contrário deixe mais alguns minutinhos até que asse completamente. Enquanto isso, prepare a cobertura.

Para a cobertura

1 xícara de chá de chocolate em pó (100g)  nota da Verena: tente não usar nescau! 

1 1\3 xícara de chá de açúcar refinado (240g)

1 colher de sopa de manteiga sem sal

1\2 xícara de chá de água (120ml)

Modo de preparo:

  1. Faltando de 5 a 10 minutos para o bolo ficar pronto, junte todos os ingredientes em uma panela média e leve ao fogo médio-alto, mexendo sempre com uma espátula.
  2. Quando a mistura ferver, deixe cozinhar por aproximadamente 5 a 8 minutos sem parar de mexer. Assim que calda começar a desgrudar do fundo da panela, é sinal de que está pronta.

Para finalizar

  1. Corte o bolo ainda quente na fôrma em até 15 porções. Eu gosto de regar o bolo já fatiado, mas ainda dentro do tabuleiro. Dessa maneira, a calda escorre pelos cortes, umedecendo bem cada pedaço de bolo e aumentando a tentação na hora de comer! Caso prefira servir o bolo inteiro, faça alguns furinhos na massa com um palito ou garfo e só então despeje a calda quente.
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Bolo da Joyce
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Meu bolo (com cobertura de brigadeiro)

Ps.: Ontem, quando fiz o bolo, quis fazer com cobertura de brigadeiro mole. Mas eu já fiz com a cobertura crocante da Joyce e vale demais! Fica um croc croc delicioso!

 

Livro do mês: Da arte (ou seria química?!) de fazer bolos

Janeiro é meu mês e agora também do meu filho. Sim, nasceu no mesmo dia que eu! 🙂 E eu não sei fazer aniversários ou comemorar qualquer coisa sem ter bolo. Mas também adoro arrumar qualquer motivo pra bater um bolinho. Nem que seja só pra sentir o cheirinho de bolo assado pela casa… que delícia!

A internet fez muitas coisas pelos cozinheiros, não? Você acha qualquer receita de qualquer coisa. Massss bolo é sempre um problema. Na minha opinião, não adianta sair fazendo receita de bolo de sites que você não conhece e confia.

Aí que essa mesma sra. internet me fez conhecer a Joyce Galvão. Uma amiga fotógrafa fez umas fotos dela e dos seus bolos um dia e pá! Me apaixonei pelas fotos e textos dos preparos da Joyce e sua confeitaria, a All About Cakes. Não titubeei e na primeira comemoração que eu tinha, e que pedia um bolo especial, eu encomendei os clássicos de cenoura e de coco. Uma tentação.

Com o tempo, segui acompanhando a Joyce pelo Instagram e pelo seu site autoral de conteúdo dos bons que ela fez só sobre confeitaria, o Essência Studio. Sou confeiteira teimosa e sem muitas habilidades, mas ver a paixão da Joyce pelo tema sempre me empolgou muito.

Pois não é que Joyce lançou um livro? E não é só um livro de receitas, mas é um livro meio que definitivo sobre a química de fazer bolos. “A Química dos bolos”. Sim, fazer bolos parece arte, mas é muito mais a combinação exata de ingredientes, medidas, clima e utensílios. Com 288 páginas e mais de 30 receitas, Joyce revela a química por trás de fofas fatias de bolo. O livro, dividido em 5 capítulos conta, sem esconder segredos, todos os mistérios e magias que envolvem o preparo de um bolo.

O livro, publicado por nada mais nada menos que Companhia das Letras, serve tanto pra quem faz bolos por diversão ou pra ganhar dinheiro, com dicas e explicação detalhada de técnicas. Sem contar que as fotos são belíssimas, mais parece um livro de centro de mesa. Recomendo muito!

Ah, já fiz duas receitas do livro e deram super certo. Não deu tempo nem de tirar foto pro insta! 😛

A Química dos Bolos, receitas e segredos para dias mais doces, de Joyce Galvão

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Fez-se a luz natural e as câmeras digitais

Comer um bom prato é, antes de tudo, comê-lo com os olhos. Uma bela apresentação de qualquer preparo decente (do pão com geleia ao spaguetti a carbonara) faz toda a diferença pra gente salivar antes de atacar. 🙂

E um jeito da gente fazer isso sem sair do lugar é abrir as redes sociais da vida. Não dá para negar que o Instagram pode ser um martírio pra quem está com fome e quer muito um prato diferente, mas está sem ingredientes, sem tempo ou sem disposição. Há vários perfis que capricham não só nos preparos, mas na produção – luzes maravilhosas, tecidos, ingredientes posicionados perto dos pratos.

E eu sempre fico babando em alguns desses perfis (>>>fiz uma lista aí abaixo pra você ver que não estou mentindo). Aliás, meu sonho era ter todo o tempo do mundo para cozinhar só pra depois fotografar os pratos. ❤ E esse sonho fica mais perto quando fotógrafos de comida estão por aí, abrindo seus estúdios para dar as dicas para intagramers, empreendedores donos de restaurantes, blogueiros profissionais ou os amadores, como esta que vos fala.

Sim! Tirei uma bela tarde de folga da vida de mãe e fui me aventurar num workshop de Fotografia de Comida com Celular, realizado pela fotógrafa Elisa Correa. Uma querida, ela é responsável por várias fotos e capas de revistas com fotografias de comida. Ela e sua produtora, Elaine (o maior bom gosto do mundo!) trabalham num apê-estúdio com duas mega janelas por onde entra uma luz natural incrível. E foi lá, nesse estúdio, que cheguei com meu celular super carregado e pronta pra anotar todas as dicas.

Ingredientes a postos
Tudo pronto para começar o worskshop. Ingredientes e acervo à espera
Janelão com luz à vontade

E como sou uma blogueira ausente, é verdade (vida de mae, lerelerê), mas também muito legal, reuni algumas dicas que aprendi lá! Aposto que suas fotos daquele prato delicioso nunca mais serão as mesmas. Ah, e claro que essas dicas não substituem o curso! Vale muito a pena, se você quiser investir no seu perfil. 😉

Luz natural sempre:

  • Como estamos falando de fotografar na luz natural, você precisa ter uma janela bacana, com luz batendo o dia todo. Aí, é necessário ficar atento nos horários – a luz do meio dia é muito diferente da luz das cinco da tarde. Se a luz estiver mais fraca, por exemplo, porque está no final do dia ou porque há muitas nuvens tapando o sol, você pode utilizar uma lâmina de isopor ou cartolina branca para rebater a luz para o prato. Se a luz estiver muito forte, por outro lado, você pode simplesmente fechar um pouco sua cortina e ir testando até chegar à luz que você precisa.

Acervo e produção

  • Para a foto ficar bonita, tem que rolar uma produção. Por isso, faça seu acervo! Junte as louças mais bonitas que você tem e deixe tudo à mão pra hora que você for fotografar.
  • Separe algumas toalhas, tecidos ou superfícies (porcelanatos de cores bacanas, pallets, pedaços de madeira etc.) que podem servir de fundo para sua foto. Se o piso da sua casa for bonito e for perto da janela, por que não utilizá-lo para dispor o prato para a foto?
  • Na hora de fotografar, monte uma mesa bonita com a toalha ou o outro fundo que você tem aí, e coloque seu prato ou os ingredientes que você quer fotografar lá. Nem sempre precisa ser apenas o prato pronto. Vá aos poucos incluindo um talher, uma bandeja, temperos e ervas secas.
  • À medida que vai incluindo os itens, ligue a câmera do celular e olhe por cima da montagem da mesa. Você gosta do que vê? Dá pra acrescentar mais alguma coisa? Tá ornando? Como estão as sombras da luz? É necessário mais ou menos luz? Ajuste esses detalhes e clique a foto!
Fundos de madeira sobre cavaletes deixam a foto bem charmosa
Se você quer fazer a foto com o celular em pé, na posição vertical, vale a pena colocar um fundo como se fosse uma parede também
  • Não é do dia pra noite que você vai ter todas as louças mais lindas. Pois então! Vale a pena você ficar de olho nas suas andanças por aí se tem algum prato, bandeja, talher antigo ou toalha que você goste. Se valer o investimento, vá em frente, compre e reserve para aquele prato que você quer fotografar. Eu, que já vivo comprando louça mais do que roupa, agora quero o mundo de coisas pra caprichar nas fotos.

Edição

  • A mais linda foto sempre tem a ganhar com uma ediçãozinha aqui e ali. A dica aqui vai pro app de edição de fotos que já ganhou meu coração. É o VSCO. Há inúmeros filtros, opções de edição, recortes e muito mais. Corre lá e faça já o download. Todo trabalhão na cozinha e fotografando vai valer a pena!

Resultado? Olha aí as minhas fotos feitas no workshop.

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E aí? Quer mais dicas? Faça o curso da Elisa ou algum outro que existe por aí. Vale a pena!

Os perfis de comida que mais gosto do insta e que têm uma fotografia bacana são:

Linda Lomelino

Food52

Rachek Khoo

Elisa Correa

Lili Fujiy

Michael Korkosz

Nordic Food Tales

La cocina de Carolina

Julia Guedes 

Depois de um longo inverno…

… estou de volta. Parei as postagens desde que engravidei e fiquei algum tempo sem poder chegar perto da cozinha. Enjoava bastante. Depois, o tempo foi ficando menor pra deixar tudo no jeito no trabalho e aí já viu… o blog ficou às moscas. Com a chegada do bebê então! Mamãe se vira nos 30, mas quem disse que dá tempo de fotografar os passo a passos das receitas?!

Mesmo assim, eu nunca deixei de redigir posts, pensar em pautas e receitas. Por isso, estou de volta e agora, mesmo com um bebê de 7 meses que me toma grande parte do tempo, quero continuar a postar. Iupiiii! Tomara que ainda tenha alguém aí pra me ler! 😉

E falando em inverno… hoje está um friozinho daqueles em São Paulo. E eu já disse milhões de vezes que bolo é a coisa que me faz mais feliz em dias frios, junto com sopa, claro! Pra mim, pouca coisa supera o cheirinho de bolo na casa.

Pois bem. Aproveitei a vontade de bolo pra resgatar uma receita antigaaaa que minha mãe fazia quando eu era pequena: o bolo de laranja com casca. Como sou curiosa e queria algo mais levinho, troquei um pouco da farinha normal por farinha integral pra ver o que dava. E não é que ficou bom?!

Voilà, povo! Anotem, façam, se deliciem! A receita é de coração.

Bolo integral de laranja

Ingredientes para o bolo

01 laranja pera com casca (não testei com outros tipos de laranja)

01 xícara (chá) de suco de laranja

3/4 da xícara (chá) de óleo – usei o de girassol

03 ovos

01 xícara e meia (chá) de açúcar

02 xícaras (chá) de farinha de trigo comum

01 xícara (chá) de farinha integral

01 colher bem cheia de fermento em pó

Ingredientes para a cobertura

07 colheres (sopa) de açúcar

02 colheres de chocolate em pó (de boa qualidade)

02 colheres de leite integral

02 colheres de óleo (usei o de girassol)

Modo de preparo:

  1. Preaqueça o forno em 180 graus. Unte uma assadeira de anel (não testei em outra, mas deve dar numa retangular média).
  2. Descasque a laranja e fatie-a em 4 pedaços. Retire e pele branca do meio e os caroços (senão amarga!). Bata a laranja com o óleo, os ovos e o suco de laranja.
  3. Despeje o conteúdo líquido em uma vasilha e misture os secos, peneirando açúcar, farinhas e fermento.
  4. Mexa bem até que tudo fique bem homogêneo.
  5. Asse por cerca de 40 minutos ou até que, ao espetar o bolo, o palitinho saia seco. Cada forno tem seu tempo…
  6. Retire o bolo do forno e deixe descansar por 10 minutos. Depois desse tempo, solte as bordas com uma espátula e coloque a forma de ponta cabeça já no prato de servir. Espere uma hora mais ou menos até retirar. Assim você não corre o risco do bolo despedaçar, ok?
  7. Prepare a cobertura de chocolate. Misture todos os Ringredientes numa panela e leve ao fogo até ferver. Despeje sobre o bolo ainda morno.
  8. Faça um chá ou um café e pronto! 🙂

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Literatura + gastronomia = prato perfeito

Hoje tem post especial! Já faz tempo que eu e a Silvia Sibalde, do blog Cozinha Cordial, trocamos à distância (precisamos nos encontrar!!) paixões e preferências na cozinha. E, como duas antenadas e loucas por livros, os livros de cozinha e sobre comida fazem parte dessas trocas. Papo vai, papo vem, eu pedi pra ela escrever quais deles roubam o seu coração. A lista é de se emocionar, até porque alguns deles aí embaixo aparecem na minha lista também (meu eterno amor pelo livro da Cris Lisbôa!)! Os que não li? Estou providenciando JÁ!

Com vocês, a lista de livros da Sil:

Literatura + gastronomia = prato perfeito

Por Silvia Sibalde, Cozinha Cordial

Quando a Verena me convidou para fazer uma lista de livros de cozinha, pensei: “Eba! Vou listar alguns de literatura gastronômica”. Esses são os que mais gosto de ganhar e de comprar. Fui escrevendo a esmo, sem pensar muito e, quando vi, já tinha cinco livros. Muitos ficaram de fora (que podem entrar para uma próxima 🙂 ), inclusive dois deles – Calor, do Bill Buford e Sangue, ossos & manteiga, da Gabrielle Hamilton – poderiam ocupar facilmente um lugar no meu criado-mudo.
A lista que você vai encontrar é bastante diversificada – tem cartas, colunas de jornal, romance, histórias de vida reais e muita comida, claro. O cardápio está bem variado; tem pra todos os gostos.
Espero que, assim como eu, embarquem na viagem de cada um dos autores e se divirtam muito. Dulcifiquemo-nos!

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Papel manteiga para embrulhar segredos – cartas culinárias

Eu não poderia começar essa lista com outro livro. E digo o porquê. Ele me emociona demais! Antônia vai estudar cozinha com uma renomada, porém ranzinza, cozinheira – Senhorita Virgínia. Neste período, ela escreve cartas para sua bisavó, Ana. No meio da correspondência, ela envia secretamente em papel manteiga as receitas aprendidas durante o estágio.
São cartas cheias de poesia e delicadeza entremeadas por receitas. Ao todo, são 65, entre doces e salgados, escritas pela food stylist Tatiana Damberg. Um livro delicioso. Para ler e reler, rir, chorar e se encantar com essa mistura de cartas, poesia e gastronomia de Cristiane Lisbôa.

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Dr Cristiane Lisboa, Ed. Memória Visual, 2006

02

Mordidas sonoras

Eu ganhei este livro de um amigo muito querido quando estive internada no hospital por alguns dias há dois anos. E digo uma coisa – foi um baita companheiro, viu?
Primeiro, porque fiquei bastante surpresa em saber que Alex Kapranos, vocalista e guitarrista da banda Franz Ferdinand, foi lavador de pratos e, depois, chef de cozinha. Segundo, porque a combinação música, literatura e gastronomia só poderia resultar em coisa boa.
Kapranos descreve com muito bom humor e riqueza de detalhes experiências gastronômicas vividas ao redor do mundo durante turnê com a banda, misturando memórias de infância e de outras fases da vida associadas ao prazer de comer, que acabou lhe rendendo uma coluna no jornal “The Guardian”. O livro reúne essas colunas e outros textos inéditos.

02
De Alex Kapranos, Ed. Conrad, 2007

03

Como cozinhar um lobo

Essa foi uma indicação de leitura de um professor da Pós-Graduação. Eu não conhecia a autora –M.F. K. Fisher – considerada por alguns a melhor escritora de gastronomia de todos os tempos. Mary Frances Kennedy Fisher assinava seus textos dessa forma enigmática (cheia de abreviações), ocultando seu sexo, para conseguir se firmar no mundo das letras marcadamente masculino na época em que publicou seu primeiro livro, em 1937. Nascida em Michigan, nos Estados Unidos, (1908-1992), Fisher escreveu vinte livros, dos quais teve dois traduzidos aqui no Brasil, pela Companhia das Letras – “Alfabeto para Gourmets” e “Como cozinhar um lobo”.
Escrito em tempos de guerra (1942), “Como cozinhar um lobo” traz dicas e também receitas preciosas para cozinhar em épocas de escassez, sem deixar de lado o bom humor e a delicadeza. Mas não se limita a ser um livro de receitas. Aqui, o lobo a que a autora se refere é a fome, a crise. E por isso, a obra ainda hoje apresenta-se atual. Nada é óbvio nessa autora, que intitula os capítulos desse livro com “Como seduzir o lobo”, “Como se consolar no sofrimento”, “Como ter um pelo macio”… e por aí vai.
Reeditado algumas vezes, a autora foi ao longo das edições, atualizando a obra com observações sobre suas experiências de vida, muitas, aliás, depois de ter se tornado mãe de duas meninas. É um livro fascinante e de leitura fácil e envolvente.

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De M.F.K. Fisher, Cia. das Letras, 1998

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O cozinheiro do rei D. João VI

O chef de cozinha português Hélio Loureiro é autor dessa obra que romanceia a história da morte do rei D. João VI. Envenenado com arsênico, na vida real, nunca se descobriu quem foi o responsável pelo crime.
Nessa história, que tem como pano de fundo as invasões francesas, a partida da corte portuguesa para o Brasil e o início da instauração do regime liberal em Portugal, Loureiro criou o personagem Antonio de Vale das Rosas, o cozinheiro que conquistou o paladar e a amizade de D. João VI durante esse período da história de Portugal e do Brasil.
O romance é todo entremeado por receitas portuguesas como doces de figo, papos de anjo com calda de abacaxi à galinha corada e sopa de castanhas e perdiz.
Li numa sentada. Leve e descontraído, o livro traça um perfil do rei por meio dessa “história de bastidores” sob o olhar do cozinheiro.

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De Helio Loureiro, Ed. Planeta, 2014

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Dias de feira

Esse não é um livro exatamente de cozinha, o que não faz dele menos interessante do que os outros indicados nesta lista. Escrito pelo crítico gastronômico Júlio Bernardo, o JB, autor do extinto blog “Boteco JB” e do “Edifício Tristeza”, o livro traz as histórias e os bastidores da feira livre. Filho de bucheiro, JB também trabalhou como feirante e depois como chef de cozinha.
Além de contar como se estrutura e funciona uma feira, o autor conta muitas das histórias vividas por ele mesmo durante o período em que trabalhou na feira e nos apresenta também alguns de seus “personagens”. Fala ainda como essa forma de comércio sobreviveu às transformações por que passou a venda de alimentos com o advento das grandes redes de supermercado.
De maneira bem divertida, a obra retrata também a cidade de São Paulo, na medida em que passa por muitos de seus bairros para falar de causos e episódios, resgatados de sua memória afetiva.
Recomendo vivamente a leitura.

04
De Julio Bernardo, Cia. das Letras, 2014