Quiche de abobrinha com queijo gruyère

Amo torta salgada e sempre tenho alguma coisa na geladeira que pode render uma. Mas quiche… Quiche é aquele coringa que deixa você com pinta de chef. Mais que a torta salgada, ela é estrela e impressiona (apesar de ser meio que uma torta de omelete…). Mas é só pinta, porque é fácil de fazer (ok, as visitas não precisam saber disso!).

A massa é sempre a mesma e o creme também. O recheio? Dá pra você criar à vontade. Só lembre-se de que o recheio escolhido vai pra massa já cozido e refogado, bele?

Essa de abobrinha com gruyère é super suave. Se quiser algo mais marcante, faça a Lorraine (com bacon e queijo). Se desejar mais leve, usa queijo branco.

Quiche de abobrinha com gruyère

Para a massa:

250g de farinha de trigo

125g de manteiga gelada picada em pedacinhos

1 gema

60ml de água gelada

01 pitada de sal

Para o creme e recheio

250 ml de creme de leite fresco

250 ml de leite integral

3 ovos

3 gemas

Sal e pimenta do reino quanto baste

Noz moscada quanto baste

Duas abobrinhas médias picadas em cubos médios, refogadas na cebola e temporadas a gosto

150g de queijo gruyère ralado

Modo de preparo:

  1. Faça um monte com a farinha de trigo em um bowl. No centro coloque a manteiga gelada em pedaços, a gema, a água e o sal. Misture com a ponta dos dedos, até obter uma massa homogênea.
  2. Envolva a massa em plástico filme e leve-a a geladeira por 30 minutos.
  3. Preaqueça o forno a 180 graus.
  4. Enquanto isso, misture os ingredientes para o creme e reserve.
  5. Pique e refogue a abobrinha na cebola e tempere a gosto. Reserve.
  6. Rale o queijo. Reserve.
  7. Abra a massa numa forma com fundo falso (de 20 a 25 cm de diâmetro) com aro untado. Forre o fundo e as laterais. Leve ao forno para pré-assar por 15 minutos.
  8. Quando estiver pre-assada, coloque o recheio de abobrinha sobre a massa e por cima o queijo ralado. Por cima de tudo coloque o creme. Dê uma batidinha na forma pro creme se espalhar por igual entre o recheio.
  9. Leve para assar até que o creme esteja firme. No meu forno com a minha forma geralmente leva uns 35 ou 40 minutos. O segredo é ficar de olho no creme. Se você balançar a forma e ele não se mexer já está pronto.

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Clássicos que amamos: minha versão do Bouef Bourguignon

Meu sonho é um dia ter cozinhado TODOS os pratos clássicos que existem. Como tempo é dinheiro e eu não sou rica, minha intenção é TENTAR fazer isso e ir contando como foi, se é difícil, o que recomendo… Vai ter do picadinho à feijoada, do magret de pato ao tiramisu. Alguns eu já preparei, mas a maioria não, CLA-RO. Como tenho que começar de algum lugar, então, mãos à obra.

A primeira missão da minha série #ClássicosQueAmamos não podia ser simples. Era uma ocasião de honra: a inauguração da minha primeira panela Le Creuset, a original, de ferro fundido esmaltado. Dizem que o melhor da vida não são coisas, né? Pois eu concordo, desde que aceitemos que a exceção é minha panela nova! Mas por que uma panela tão pesada, tão cara? Porque ela é feita artesanalmente na França, com material de primeira qualidade e garantia para a vida toda. O ferro fundido segura o calor de maneira incrível. A panela vai em todos os tipos de fogão e forno, além de ser linda e um sonho de consumo.

Para inaugurá-la, escolhi nada menos que o Boeuf Bourguignon da Julia Child. Na verdade, é a minha versão da receita dela, que já é uma versão da receita originada na França. Antes de mais nada, deixa eu te contar que não é de hoje que tenho fascinação por Julia Child. Primeiro eu li “Minha vida na França“, um relato de Julia, ela mesma, contando sobre como ela e o marido viveram em Paris e depois em Marseille por conta de seu emprego de diplomata ((só este livro é assunto pra outro post)). Depois dele, eu li o livro “Julie & Julia” e vi o filme baseado no livro, em que Meryl Streep eterniza o amor de todos nós por Julia Child. ❤

Meryl Streep as "Julia Child" in Columbia Pictures' JULIE & JULIA.
Meryl Streep as “Julia Child” in Columbia Pictures’ JULIE & JULIA.

Por morar na França, Julia teve contato com a vida local em sua essência. Foi uma das primeiras mulheres a estudar na Le Cordon Bleu e teve a genial ideia de traduzir a culinária francesa para os americanos que, à época, cozinhavam com Crisco e já comiam congelados. Junto com mais duas amigas, lançou um livro que virou uma bíblia (Mastering The Art of French Cooking), fez programas na TV (de um jeito MUITO engraçado e espalhafatoso) e se tornou um ícone da gastronomia.

Bom, uma das receitas mais famosas e tradicionais traduzidas por Julia foi o bouef bourguignon. É um cozido de carne que surgiu popular na região francesa de Borgonha e que virou alta cozinha francesa depois que o lendário chef Auguste Escoffier publicou a receita. Tem este nome por isso e também porque o preparo leva um vinho de boa qualidade da região. É claro que, pra ser o clássico original, nós deveríamos estar na França, ter o vinho de Borgonha, a carne e os legumes de lá.

Mas a intenção aqui é usar a versão de Julia Child como inspiração para fazer meu próprio bouef bourguignon (o da própria Julia já é uma adaptação da clássica francesa, ok? O vídeo acima é hilário! Não se assustem com o jeitão, ela é engraçada e desengonçada mesmo! :)). Eu peguei a receita traduzida do Blog Mixirica, da Tatu, e fui fazendo umas coisas de um jeito diferente – senão não seria seu! Por ficar horas cozinhando em caldo de carne e vinho no forno, a carne que não é lá muito nobre acaba desfiando. O caldo fica encorpado e intenso e nem preciso dizer que o sabor muito vale a pena.

Se o dia estiver meio friozinho é ainda mais gostoso. Voilà! Conheçam a minha versão:

Bouef Bourguignon da Verena, inspirado na Julia

Receita: inspirada na Julia Child 🙂

Ingredientes

– 170g de bacon em cubinhos e o toucinho do bacon
– ½ xícara de azeite
– 1 kg de carne em cubos grandes de 5 cm (a receita dizia e eu usei 500g de músculo e 500g de lagarto, mas eu usaria só músculo numa próxima vez)
– 1 cenoura grande cortada em rodelas grossas
– 1 cebola grande cortadas em cubos médios
– 1 colher de chá de sal
– ½ colher de chá de pimenta
– 2 colheres de sopa de farinha de trigo
– 3 xícaras de vinho tinto (Julia sugere um vinho encorpado e jovem, como um Chianti; eu usei Merlot que é o que tinha em casa, mas li que fica bom com Pinot Noir também)
– 2 a 3 xícaras de caldo de carne (use os fundamentos do meu post sobre caldos!)
– 1 colher de sopa de extrato de tomate
– 2 dentes de alho amassados
– 2 raminhos de tomilho
– uma folha de louro

Modo de preparo

  • Separe o toucinho do bacon, que deve ser cortado em tiras grossas.
  • Aqueça o forno na temperatura média (cerca de 200ºC).
  • Frite o bacon (exceto o toucinho) no azeite e quando dourado retire com uma escumadeira e reserve.
  • Na mesma panela*, se necessário coloque um pouco mais de azeite, deixe a gordura esquentar até quase fazer fumaça.
  • Vá secando os cubos de carne em papel toalha e, em seguida, doure-os cubos na gordura do bacon. O segredo aqui é a carne dourar bem. Então duas dicas importantes: 1.coloque os cubos aos poucos, ou seja, não coloque toda a carne de uma vez, senão vai juntar água e cozinhar ao invés de dourar. 2. E deixe os cubos começarem a quase queimar antes de virá-los. Você vai ver que o dourado pega!
  • Vá retirando os cubos já dourados e reserve-os junto ao bacon frito.
  • Na mesma panela (se necessário, coloque um pouco mais de azeite), doure a cenoura e a cebola. Descarte o excesso de gordura ao final.
  • Volte a carne e o bacon à panela junto com a cenoura e a cebola e tempere com sal e pimenta.
  • Salpique a farinha de trigo, misture e leve a panela ao forno, deixando a farinha dourar sobre a carne por 5 minutos . Retire do forno, mexa a carne e retorne a panela ao forno, deixando mais 5 minutos.
  • Ao final, retire a panela e abaixe a temperatura do forno para 160ºC (fogo baixo).
  • Acrescente na panela o vinho e o caldo de carne, cobrindo a carne. Adicione o extrato de tomate, os dentes de alho esmagados , as ervas e o toucinho. Leve à fervura na chama do fogão. Quando ferver, tampe a panela e transfira-a para o forno, deixando-a na grade mais baixa do forno.
  • Deixe cozinhar por 2 e ½ a 3 horas, ou até que consiga espetar um garfo na carne com facilidade.
  • Enquanto a carne assa, prepare as Cebolas e Cogumelos Glaceados (receita abaixo) e reserve-os.
  • Quando a carne estiver macia, separe o molho em outra panela e leve-o ao fogo baixo, fervendo levemente por alguns minutos e retirando alguma gordura que venha a aparecer na superfície. Se o molho ficar muito ralo, ferva-o por alguns minutos até reduzir e espessar. Se já estiver espesso demais, ajuste a consistência com um pouco de caldo de carne. Ajuste o tempero.
  • Na panela original junte as cebolas e cogumelos à carne já cozida. Devolva o molho já na consistência certa à panela.
  • Sirva com massa de fios longos, batatas bolinhas douradas ou arroz. Pão também fica bom. Eu servi com papardelle feito em casa! Dias frios e uma taça de vinho combinam com o preparo. Bon Appétit!! 🙂

Cebolas e cogumelos glaceados

Ingredientes:
– 1 colher de sopa de manteiga
– 400g de cebolas nanicas para conserva, descascadas
– 1 xícara de vinho tinto
– cerca de 300g de cogumelos variados ou de sua preferência (eu usei Cogumelos Paris)
– sal e pimenta-do-reino a gosto

Derreta a manteiga em uma frigideira grande ou panela rasa. Coloque as cebolas inteiras e cozinhe mexendo sempre até dourar – fogo baixo. Derrame o vinho sobre as cebolas e deixe cozinhar até quase secar, por cerca de 20 minutos. Depois disto, junte os cogumelos e tampe a panela. Cozinhe até os cogumelos ficarem macios e o molho ficar levemente espesso. Tempere com sal e pimenta e posteriormente junte ao boeuf bourguignon.

  • Importante: a panela que você vai usar precisa ser grossa e tem que ir ao forno. OU seja, não pode ser qualquer panela – há cabos que derretem se você for tentar fazer isso em casa. Então veja se a que você tem em casa serve. Se não, eu acho que dá pra fazer numa assadeira direto na boca do fogão e depois embrulhada no alumínio. Mas aí a quantidade não pode ser grande, porque vai o caldo e o vinho e não pode transbordar. Um caldeirão também pode ser uma ideia!

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07 dicas para inventar um risoto

Eu sumi. Eu sei. Podia te contar que 2015 tem sido um ano muito longo, mas você já deve saber disso. Então, vamos celebrar o fim dele com um post que vai te ajudar a chegar no risoto mais legal que você puder inventar.

Este é o prato que você pode fazer literalmente com o que tiver na geladeira (desde que você tenha, claro, a base: arroz, manteiga, queijo e vinho). Você pode usar apenas um (ou mais) queijo de muita qualidade ou pode agregar aspargos, presunto cru, cogumelos, frutos do mar ou linguiça, e por aí vai. Me diz se isso não é a plena definição de eclético? Dependendo do que você colocar no meio, pode se tornar um grande prato principal ou um acompanhamento, com um vinho… Hummm…

Bem, pra começar, a escolha do arroz é importantíssima. O arborio ou o carnaroli são mais conhecidos – são arrozes envoltos por um amido macio que, durante a cocção, se dissolve, deixando o prato cremoso como deve ser. Vamos às dicas e depois à receita. Algo me diz que você não vai se arrepender…

  1. O complemento aromático é sempre a manteiga e a cebola. Mas qualquer ingrediente poderá ser agregado complementando, assim, seu aroma.
  2. Use uma panela de fundo grosso para que você possa cozinhar em fogo alto sem grudar.
  3. Comece sempre com um pouco de gordura (manteiga). Ao colocar os grãos de arroz, é importante tostá-los adequadamente.
  4. Adicione o líquido do cozimento (a melhor opção é, de longe, o caldo!) aos poucos. Isso vai garantir que o amido se solte e vai evitar que, no final, fique aquele excesso de líquido. Pode usar água? Pode, eu acho (eu nunca usei!), mas o caldo vai ser MUITO MAIS SABOROSO.
  5. Finalize o risoto “montando-o” com manteiga e queijo, ou seja, agregando esses dois itens no final, com o fogo já desligado. Isso vai ajudar a deixar o risoto mais espesso e com um brilho lindo de viver!
  6. Até aqui, essas são as dicas do risoto básico. Se você quer agregar outros ingredientes, existem várias formas de fazer. Se você quer fazer um risoto com tomate, queijo e manjericão, por exemplo, coloque os tomates no meio do processo de cocção do risoto básico. E acrescente o manjericão e o queijo no final. Se você quer fazer um de 4 queijos, acrescente os 4 no final do preparo. Se for agregar frutos do mar, calcule o tempo que você deve ter de cocção para que os frutos do mar não cozinhem demais.
  7. Última dica e não menos importante: sirva o risoto imediatamente após o preparo.

 

Risoto de aspargos com salame defumado (Porção para duas pessoas)

Ingredientes

  • 3 colheres de manteiga sem sal gelada
  • meia cebola picada em cubinhos
  • 160g de arroz arborio
  • meia xícara de vinho branco seco
  • 1 litro de caldo de galinha (ou mais, se necessário – receita aqui)
  • 50g de queijo parmesão ralado na hora
  • 4 fatias de salame defumado
  • 6 aspargos verdes cozidos e depois picados (lembre-se de retirar a base de cada aspargo, a parte mais durinha)

Modo de Preparo:

  • Numa panela, derreta 2 colheres de manteiga e doure a cebola.
  • Acrescente o arroz e toste até que os grãos fiquem envoltos na manteiga e bem quentes.
  • Acrescente o vinho branco e deixe secar e evaporar o álcool.
  • Acrescente uma concha do caldo (quente), mexendo sempre. Quando secar, coloque mais uma concha e assim sucessivamente, sem parar de mexer.
  • Antes do final do cozimento, acrescente os aspargos e o salame defumado. Ajuste o sal e acrescente pimenta a gosto.
  • Quando o arroz estiver al dente, retire a panela do fogo e acrescente a manteiga restante e o queijo, mexendo até incorporar.
  • Sirva imediatamente.
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Com aspargos e salame defumado

 

bem-vindos! <:o)

Sou do time do ‘prato bom é prato cheio’. Criada em família grande do interior, não me lembro de uma ocasião sequer em que nossos encontros não aconteciam em volta de uma mesa.

Com macarronada, churrasco ou bolinhos de chuva, os dias na casa das minhas avós sempre se passavam (e se passam ainda) assim: comendo, bebendo, beliscando. Na casa da minha mãe não é diferente. Até hoje, faça sol ou faça chuva, dona Maria tem sempre um remedinho culinário pra você.

Nos últimos tempos, aprendi a não ter medo de receita nenhuma. Também descobri que não há dia ruim que uma pasta Alfredo não conserte ou que não há fome que não seja exterminada com um omelete bem feito. E, claro, a maior das descobertas: cozinhar serve para melhorar a vida! Com uma dose de atrevimento e ousadia, você pode fazer da hora da refeição a melhor do seu dia!

Por isso, você está no blog certo se você:

  • Acredita que prato bom é prato cheio;
  • Acha sua cozinha a melhor sala de terapia (ainda mais se tiver uma taça de vinho);
  • Lembra-se de cenas da sua vida ao sentir o cheiro de uma comida específica;
  • Adora receber seus amigos em casa e fazê-los de cobaias;
  • Daria tudo para trocar uma tarde chata no trabalho por um café com bolinhos de chuva;
  • Quando viaja pra qualquer lugar, prefere ir às compras nos supermercados ou feiras locais;
  • Gosta mais de comprar utensílios domésticos e equipamentos novos do que comprar roupa;
  • Não dispensa o delivery, mas gosta muito de se meter à besta com alguma receita.

Espero que, assim como eu, você use o que a internet tem de bom para transformar sua vida com pratos especiais e com uma cozinha atrevida.

Seja bem vindo (a)!

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