Fez-se a luz natural e as câmeras digitais

Comer um bom prato é, antes de tudo, comê-lo com os olhos. Uma bela apresentação de qualquer preparo decente (do pão com geleia ao spaguetti a carbonara) faz toda a diferença pra gente salivar antes de atacar. 🙂

E um jeito da gente fazer isso sem sair do lugar é abrir as redes sociais da vida. Não dá para negar que o Instagram pode ser um martírio pra quem está com fome e quer muito um prato diferente, mas está sem ingredientes, sem tempo ou sem disposição. Há vários perfis que capricham não só nos preparos, mas na produção – luzes maravilhosas, tecidos, ingredientes posicionados perto dos pratos.

E eu sempre fico babando em alguns desses perfis (>>>fiz uma lista aí abaixo pra você ver que não estou mentindo). Aliás, meu sonho era ter todo o tempo do mundo para cozinhar só pra depois fotografar os pratos. ❤ E esse sonho fica mais perto quando fotógrafos de comida estão por aí, abrindo seus estúdios para dar as dicas para intagramers, empreendedores donos de restaurantes, blogueiros profissionais ou os amadores, como esta que vos fala.

Sim! Tirei uma bela tarde de folga da vida de mãe e fui me aventurar num workshop de Fotografia de Comida com Celular, realizado pela fotógrafa Elisa Correa. Uma querida, ela é responsável por várias fotos e capas de revistas com fotografias de comida. Ela e sua produtora, Elaine (o maior bom gosto do mundo!) trabalham num apê-estúdio com duas mega janelas por onde entra uma luz natural incrível. E foi lá, nesse estúdio, que cheguei com meu celular super carregado e pronta pra anotar todas as dicas.

Ingredientes a postos
Tudo pronto para começar o worskshop. Ingredientes e acervo à espera
Janelão com luz à vontade

E como sou uma blogueira ausente, é verdade (vida de mae, lerelerê), mas também muito legal, reuni algumas dicas que aprendi lá! Aposto que suas fotos daquele prato delicioso nunca mais serão as mesmas. Ah, e claro que essas dicas não substituem o curso! Vale muito a pena, se você quiser investir no seu perfil. 😉

Luz natural sempre:

  • Como estamos falando de fotografar na luz natural, você precisa ter uma janela bacana, com luz batendo o dia todo. Aí, é necessário ficar atento nos horários – a luz do meio dia é muito diferente da luz das cinco da tarde. Se a luz estiver mais fraca, por exemplo, porque está no final do dia ou porque há muitas nuvens tapando o sol, você pode utilizar uma lâmina de isopor ou cartolina branca para rebater a luz para o prato. Se a luz estiver muito forte, por outro lado, você pode simplesmente fechar um pouco sua cortina e ir testando até chegar à luz que você precisa.

Acervo e produção

  • Para a foto ficar bonita, tem que rolar uma produção. Por isso, faça seu acervo! Junte as louças mais bonitas que você tem e deixe tudo à mão pra hora que você for fotografar.
  • Separe algumas toalhas, tecidos ou superfícies (porcelanatos de cores bacanas, pallets, pedaços de madeira etc.) que podem servir de fundo para sua foto. Se o piso da sua casa for bonito e for perto da janela, por que não utilizá-lo para dispor o prato para a foto?
  • Na hora de fotografar, monte uma mesa bonita com a toalha ou o outro fundo que você tem aí, e coloque seu prato ou os ingredientes que você quer fotografar lá. Nem sempre precisa ser apenas o prato pronto. Vá aos poucos incluindo um talher, uma bandeja, temperos e ervas secas.
  • À medida que vai incluindo os itens, ligue a câmera do celular e olhe por cima da montagem da mesa. Você gosta do que vê? Dá pra acrescentar mais alguma coisa? Tá ornando? Como estão as sombras da luz? É necessário mais ou menos luz? Ajuste esses detalhes e clique a foto!
Fundos de madeira sobre cavaletes deixam a foto bem charmosa
Se você quer fazer a foto com o celular em pé, na posição vertical, vale a pena colocar um fundo como se fosse uma parede também
  • Não é do dia pra noite que você vai ter todas as louças mais lindas. Pois então! Vale a pena você ficar de olho nas suas andanças por aí se tem algum prato, bandeja, talher antigo ou toalha que você goste. Se valer o investimento, vá em frente, compre e reserve para aquele prato que você quer fotografar. Eu, que já vivo comprando louça mais do que roupa, agora quero o mundo de coisas pra caprichar nas fotos.

Edição

  • A mais linda foto sempre tem a ganhar com uma ediçãozinha aqui e ali. A dica aqui vai pro app de edição de fotos que já ganhou meu coração. É o VSCO. Há inúmeros filtros, opções de edição, recortes e muito mais. Corre lá e faça já o download. Todo trabalhão na cozinha e fotografando vai valer a pena!

Resultado? Olha aí as minhas fotos feitas no workshop.

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E aí? Quer mais dicas? Faça o curso da Elisa ou algum outro que existe por aí. Vale a pena!

Os perfis de comida que mais gosto do insta e que têm uma fotografia bacana são:

Linda Lomelino

Food52

Rachek Khoo

Elisa Correa

Lili Fujiy

Michael Korkosz

Nordic Food Tales

La cocina de Carolina

Julia Guedes 

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Depois de um longo inverno…

… estou de volta. Parei as postagens desde que engravidei e fiquei algum tempo sem poder chegar perto da cozinha. Enjoava bastante. Depois, o tempo foi ficando menor pra deixar tudo no jeito no trabalho e aí já viu… o blog ficou às moscas. Com a chegada do bebê então! Mamãe se vira nos 30, mas quem disse que dá tempo de fotografar os passo a passos das receitas?!

Mesmo assim, eu nunca deixei de redigir posts, pensar em pautas e receitas. Por isso, estou de volta e agora, mesmo com um bebê de 7 meses que me toma grande parte do tempo, quero continuar a postar. Iupiiii! Tomara que ainda tenha alguém aí pra me ler! 😉

E falando em inverno… hoje está um friozinho daqueles em São Paulo. E eu já disse milhões de vezes que bolo é a coisa que me faz mais feliz em dias frios, junto com sopa, claro! Pra mim, pouca coisa supera o cheirinho de bolo na casa.

Pois bem. Aproveitei a vontade de bolo pra resgatar uma receita antigaaaa que minha mãe fazia quando eu era pequena: o bolo de laranja com casca. Como sou curiosa e queria algo mais levinho, troquei um pouco da farinha normal por farinha integral pra ver o que dava. E não é que ficou bom?!

Voilà, povo! Anotem, façam, se deliciem! A receita é de coração.

Bolo integral de laranja

Ingredientes para o bolo

01 laranja pera com casca (não testei com outros tipos de laranja)

01 xícara (chá) de suco de laranja

3/4 da xícara (chá) de óleo – usei o de girassol

03 ovos

01 xícara e meia (chá) de açúcar

02 xícaras (chá) de farinha de trigo comum

01 xícara (chá) de farinha integral

01 colher bem cheia de fermento em pó

Ingredientes para a cobertura

07 colheres (sopa) de açúcar

02 colheres de chocolate em pó (de boa qualidade)

02 colheres de leite integral

02 colheres de óleo (usei o de girassol)

Modo de preparo:

  1. Preaqueça o forno em 180 graus. Unte uma assadeira de anel (não testei em outra, mas deve dar numa retangular média).
  2. Descasque a laranja e fatie-a em 4 pedaços. Retire e pele branca do meio e os caroços (senão amarga!). Bata a laranja com o óleo, os ovos e o suco de laranja.
  3. Despeje o conteúdo líquido em uma vasilha e misture os secos, peneirando açúcar, farinhas e fermento.
  4. Mexa bem até que tudo fique bem homogêneo.
  5. Asse por cerca de 40 minutos ou até que, ao espetar o bolo, o palitinho saia seco. Cada forno tem seu tempo…
  6. Retire o bolo do forno e deixe descansar por 10 minutos. Depois desse tempo, solte as bordas com uma espátula e coloque a forma de ponta cabeça já no prato de servir. Espere uma hora mais ou menos até retirar. Assim você não corre o risco do bolo despedaçar, ok?
  7. Prepare a cobertura de chocolate. Misture todos os Ringredientes numa panela e leve ao fogo até ferver. Despeje sobre o bolo ainda morno.
  8. Faça um chá ou um café e pronto! 🙂

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Voilà, crêpe francês

Eu adoro comida fácil e rápida de fazer. Afinal, não é todo dia que eu tenho tempo de fazer preparos longos e com um mega mise en place. Sem contar que, durante a semana, estou tentando fazer só coisas mais leves, porque eu e maridón estamos na dieta! Só que sou do time de quem acredita que dieta não é só comer salada. Ou seja, se vou comer menos e mais light, que sejam receitas saborosas, ao menos!

É aí que entra este crepe. É uma receita tradicionalíssima na França, onde se come no parque ou em qualquer lugar, recheado sobretudo com nutella. Não é a mesma coisa que panqueca; a diferença é sutil e se deve à manteiga que vai no crepe e deixa a textura da massa mais aerada. O tcharan da coisa é que a massa é bem neutra, o que te deixa mil e uma possibilidades de recheios: carnes, legumes, queijos, doce de leite, geleia e por aí vamos. No meu caso, escolhi fazer um recheio mais leve pra compensar a manteiga da massa. Saca só que facinha essa receita!

Crepe francês de ricota e espinafre (Rendimento: 2 porções)

Ingredientes para a massa

125g de farinha
2 ovos
250ml de leite integral
1 colher de chá de açúcar
1 pitada de sal
25g de manteiga
1 colher de sopa de rum ou água de flor de laranjeira (opcional)

Ingredientes para o recheio

150g de ricota despedaçada
100g de espinafre branqueado ou descongelado
1/2 cebola picada em cubinhos pequenos
1 colher de azeite
Sal e pimenta a gosto

Modo de preparo

  1. Comece pela massa pelo menos  uma hora antes de servir os crepes. Numa panela, esquente um pouco o leite (só o suficiente para derreter a manteiga). Retire do fogo, acrescente a manteiga, misture e reserve.
  2. Numa vasilha, coloque a farinha, os ovos, o açúcar, o sal e um pouco do leite e misture tudo com um batedor. Vá, aos poucos, acrescentando o restante do leite, misturando até obter uma massa lisa e meio líquida. Se ficarem grumos, passe a massa por uma peneira.
  3. Acrescente o rum ou água de flor de laranjeira e mexa para incorporar (opcional).
  4. Cubra a vasilha com um filme e leve à geladeira para a massa descansar.
  5. Enquanto a massa descansa, prepare o recheio. Refogue a cebola no azeite e acrescente o espinafre já branqueado (se você tem as folhas frescas, separe-as dos talos e jogue-as por 3 minutos numa panela de água fervente. A ideia é deixar as folhas mais verdinhas). Se você tiver o espinafre congelado, tire-o do congelador um pouco antes. Tempere com sal e pimenta a gosto.
  6. Acrescente a ricota já despedaçada e misture bem. Prove a mistura e ajuste os temperos, se necessário.
  7. Depois de uma hora do descanso da massa, aqueça uma chapa ou frigideira antiaderente. Deixe esquentar bem e passe manteiga com um pincel. Coloque meia concha de massa e espalhe o líquido com uma espátula.
  8. Deixe dourar o disco de um lado, depois descole-o com a espátula e vire o crepe. Você pode preparar todos os discos e depois ir recheando e servindo.
  9. Com o crepe pronto dos dois lados, acrescente duas ou três colheres do recheio e dobre o crepe ao meio. Deixe dourar bem e sirva com uma bela salada de folhas! Se preferir, pode jogar um molho branco ou de tomate por cima. Voilà!

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bem-vindos! <:o)

Sou do time do ‘prato bom é prato cheio’. Criada em família grande do interior, não me lembro de uma ocasião sequer em que nossos encontros não aconteciam em volta de uma mesa.

Com macarronada, churrasco ou bolinhos de chuva, os dias na casa das minhas avós sempre se passavam (e se passam ainda) assim: comendo, bebendo, beliscando. Na casa da minha mãe não é diferente. Até hoje, faça sol ou faça chuva, dona Maria tem sempre um remedinho culinário pra você.

Nos últimos tempos, aprendi a não ter medo de receita nenhuma. Também descobri que não há dia ruim que uma pasta Alfredo não conserte ou que não há fome que não seja exterminada com um omelete bem feito. E, claro, a maior das descobertas: cozinhar serve para melhorar a vida! Com uma dose de atrevimento e ousadia, você pode fazer da hora da refeição a melhor do seu dia!

Por isso, você está no blog certo se você:

  • Acredita que prato bom é prato cheio;
  • Acha sua cozinha a melhor sala de terapia (ainda mais se tiver uma taça de vinho);
  • Lembra-se de cenas da sua vida ao sentir o cheiro de uma comida específica;
  • Adora receber seus amigos em casa e fazê-los de cobaias;
  • Daria tudo para trocar uma tarde chata no trabalho por um café com bolinhos de chuva;
  • Quando viaja pra qualquer lugar, prefere ir às compras nos supermercados ou feiras locais;
  • Gosta mais de comprar utensílios domésticos e equipamentos novos do que comprar roupa;
  • Não dispensa o delivery, mas gosta muito de se meter à besta com alguma receita.

Espero que, assim como eu, você use o que a internet tem de bom para transformar sua vida com pratos especiais e com uma cozinha atrevida.

Seja bem vindo (a)!

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